Evangelista diz que bullying fortaleceu sua fé e aconselha pais: “Digam que são amados”

Nick Vujicic contou como encontrou propósito em meio às dificuldades e orientou pais e jovens que sofrem bullying.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian PostAtualizado: quarta-feira, 12 de agosto de 2026 às 15:15
Nick Vujicic. (Foto: Reprodução/YouTube/Nick Vujicic Official Channel)
Nick Vujicic. (Foto: Reprodução/YouTube/Nick Vujicic Official Channel)

O evangelista Nick Vujicic, que nasceu sem braços e pernas, contou que o bullying sofrido na infância deixou marcas profundas em sua vida, mas também contribuiu para fortalecer sua fé e ajudá-lo a encontrar propósito em meio às dificuldades. 

Nick nasceu com síndrome de tetra-amelia, uma condição rara caracterizada pela ausência dos quatro membros. Durante a infância, ele enfrentou rejeição, solidão e pensamentos suicidas. 

Nesse período, ele chegou a perguntar por que Deus havia permitido que nascesse daquela maneira e questionou seu propósito.

“Sentia que ninguém me entendia. Eu ficava de lado com o professor, me perguntando: 'Para que serve esta vida?'”, relembrou o evangelista.

Por anos, ele pediu a Deus que mudasse suas circunstâncias e lhe desse braços e pernas. Porém, à medida que amadurecia, entendeu que seu valor não seria definido pela forma como outras pessoas o enxergavam e passou a compreender os milagres de uma maneira diferente. 

“Deus pode fazer milagres. Ele poderia me dar braços e pernas hoje. Mas se Ele escolher não mudar minhas circunstâncias, Ele pode usá-las”, afirmou Nick ao The Christian Post.

E continuou: “Nossa alegria vai além da mudança das circunstâncias. Nossa paz está Nele. Quando fixamos nossos olhos Nele, sabemos que sua graça é suficiente, mesmo quando as circunstâncias não mudam”.

‘Pessoas feridas ferem outras pessoas’

Para ele, o sofrimento que enfrentou acabou se tornando uma oportunidade para alcançar outras pessoas: “Qual a melhor maneira de usar minha situação para ajudar alguém que esteja passando pela mesma dificuldade, sofrimento ou problemas emocionais?”.

Essa visão também mudou a maneira como Nick passou a enxergar as pessoas que o maltratavam. Segundo ele, sua fé o ensinou que, apesar da dor causada pelo bullying, ele não deveria ser vingativo.

Além disso, ele destacou que parte do comportamento de quem pratica bullying pode estar relacionada às próprias feridas: “Pessoas feridas ferem outras pessoas. E talvez elas nunca tenham recebido amor de verdade”.

Diante disso, ele teve a oportunidade de responder àqueles que o feriram com compaixão e perdão. 

“Tive uma oportunidade única de mostrar a eles o que é amor e perdão. Isso não significa que você precisa ser amigo de todos, e precisamos perdoar a todos, entendendo que todos nós temos gigantes a vencer”, explicou o evangelista.

A experiência também ensinou Nick a ter empatia e não permitir que os julgamentos dos outros determinem seu valor.

“O bullying me ensinou a entender que só porque o mundo diz que você não é bom o suficiente, não significa que eles estejam certos. E a me apegar à verdade de Deus”, relatou ele.

Conselho para quem sofre bullying

Nick também aconselhou os jovens que enfrentam bullying a não permitirem que a opinião dos colegas defina quem eles são.

“Não se preocupe com o que o mundo diz sobre você. Saiba que você foi criado de forma maravilhosa e admirável”, disse ele.

O evangelista também refletiu sobre a pressão que as redes sociais causam nos jovens. Segundo ele, a tecnologia aumentou a sensação de isolamento e a cobrança para que adolescentes pareçam perfeitos.

“Precisamos entender a epidemia de solidão causada pela tecnologia e a forma como estamos sendo isolados. Há muito mais pressão hoje em dia sobre os jovens para parecerem perfeitos e se encaixarem”, alertou Nick.

Em seguida, ele incentivou os estudantes cristãos a se aproximarem de colegas que estejam sozinhos ou sendo deixados de lado:

“Quando você vir alguém que não tem amigos, vá e seja amigo dessa pessoa. Às vezes, você precisa ser amigo antes de ter um amigo. Não podemos mudar o coração e a mente das pessoas, só Deus pode. Mas precisamos semear o amor e o encorajamento para que isso aconteça”.

Como os pais podem ajudar

Para os pais de estudantes que estão sofrendo bullying, Nick explicou que é preciso reforçar constantemente os valores de seus filhos.

“Continuem sendo consistentes e digam a eles que são lindos, amados e que Deus tem um plano para eles. Nunca desistam. Se não dissermos aos nossos filhos que eles são lindos exatamente como são, quem dirá?”, afirmou ele.

Nick destacou que os pais precisam permanecer envolvidos na vida espiritual e emocional dos filhos, criando um ambiente em que eles possam falar sobre o que estão vivendo:

“Precisamos sentar com eles, estudar a Palavra juntos, conversar, orar e discutir os assuntos importantes a serem abordados”.

Ele também orientou os pais a fazerem perguntas específicas sobre a rotina dos filhos na escola, inclusive sobre situações em que tenham sofrido ou presenciado bullying.

“Mantenha um canal de comunicação aberto onde seus filhos se sintam à vontade para conversar com você sobre esse assunto e sobre o que estão passando”, concluiu o evangelista.

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