Pesquisa revela que 65% dos cristãos americanos são reprovados em teste bíblico

Estudo da Lifeway Research aponta dificuldades de frequentadores de igrejas em identificar personagens, livros e acontecimentos da Bíblia.

Fonte: Guiame, com informações da Lifeway ResearchAtualizado: quinta-feira, 5 de novembro de 2026 às 16:37
Pesquisa revelou que 65% dos cristãos americanos entrevistados não alcançaram a nota mínima no teste de conhecimento bíblico. (Foto: Kelly Sikkema / Unsplash)
Pesquisa revelou que 65% dos cristãos americanos entrevistados não alcançaram a nota mínima no teste de conhecimento bíblico. (Foto: Kelly Sikkema / Unsplash)

Uma nova pesquisa da Lifeway Research revelou que 65% dos cristãos americanos que frequentam igrejas foram reprovados em um teste de conhecimento bíblico, demonstrando dificuldades para identificar personagens, livros e acontecimentos importantes das Escrituras.

O levantamento, divulgado na terça-feira (03), ouviu 2.012 cristãos nos EUA, incluindo protestantes, católicos e ortodoxos. Os participantes responderam a dezenas de perguntas sobre conhecimentos gerais da Bíblia.

A pontuação média foi de apenas 51 pontos, em uma escala de 0 a 100. Quase dois terços dos entrevistados (65%) obtiveram nota inferior a 60, considerada insuficiente pelos critérios adotados na pesquisa.

Outros 9% alcançaram notas entre 60 e 69, enquanto apenas 9% conseguiram pontuação igual ou superior a 90.

“Os líderes das igrejas frequentemente levantam a hipótese de que os frequentadores não conhecem suas Bíblias, mas geralmente não dispõem de provas objetivas”, afirmou Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research.

Segundo ele, o estudo confirma que muitos cristãos não aprenderam ou não se lembram de informações importantes sobre as Escrituras e sua organização.

Cristãos confundem personagens e livros da Bíblia

Entre as perguntas, apenas 45% dos entrevistados identificaram corretamente Saul como o primeiro rei de Israel. Outros 32% responderam que o primeiro rei teria sido Davi.

Embora 94% soubessem que Moisés recebeu os Dez Mandamentos de Deus, o conhecimento diminuiu diante de outras questões.

Apenas 35% identificaram corretamente o livro de 1 Samuel como aquele que registra a unção do primeiro rei de Israel.

Outro resultado chamou a atenção: 67% identificaram incorretamente Ezequias como um livro da Bíblia, embora ele seja um personagem do Antigo Testamento.

Além disso, 55% não conseguiram identificar Filemom como um livro do Novo Testamento, enquanto 44% acreditavam, equivocadamente, que o Evangelho de Tomé faz parte da Bíblia.

Os participantes também demonstraram dificuldades para organizar acontecimentos bíblicos em ordem cronológica e reconhecer passagens das Escrituras.

Apenas 11% conseguiram ordenar corretamente quatro acontecimentos do Antigo Testamento envolvendo Débora, Davi, Jonas e Ester.

Leitura diária da Bíblia faz diferença

A pesquisa também identificou uma relação significativa entre a frequência da leitura bíblica e o desempenho dos participantes.

Entre aqueles que afirmaram ler a Bíblia diariamente, a pontuação média foi de 66 pontos. Já entre os que raramente ou nunca leem as Escrituras, a média caiu para apenas 36 pontos.

Apesar de frequentarem igrejas, somente 21% dos entrevistados disseram ler a Bíblia todos os dias, enquanto 24% afirmaram manter esse hábito algumas vezes por semana.

Outros 22% admitiram que raramente ou nunca fazem a leitura pessoal das Escrituras.

O estudo mostrou ainda que 56% dos participantes utilizam os sermões de seus pastores como uma das principais formas de aprender sobre a Bíblia durante a semana.

Para McConnell, os resultados reforçam a necessidade de incentivar não apenas a leitura, mas também o estudo aprofundado da Palavra de Deus.

“O conhecimento bíblico vem tanto da leitura quanto do estudo da Bíblia”, explicou o pesquisador.

Evangélicos tiveram desempenho melhor

O levantamento também apontou diferenças entre os grupos religiosos pesquisados.

Entre os cristãos que demonstraram convicções teológicas evangélicas, 58% foram reprovados, percentual inferior aos 73% registrados entre aqueles que não compartilhavam essas crenças.

Os participantes com convicções evangélicas alcançaram média de 55 pontos, contra 47 pontos entre os demais.

A frequência aos cultos também esteve associada a melhores resultados. Aqueles que participavam de reuniões religiosas quatro vezes ou mais por mês alcançaram média de 55 pontos, enquanto os que frequentavam a igreja apenas uma vez por mês obtiveram 44 pontos.

Pesquisa alerta para importância do ensino bíblico

Segundo a Lifeway Research, os resultados mostram a importância de as igrejas fortalecerem o ensino das Escrituras e ajudarem os fiéis a compreender a mensagem bíblica em seu conjunto.

McConnell destacou que o estudo deve incentivar os líderes cristãos a explicar tanto as passagens individuais quanto a narrativa geral da Bíblia.

A pesquisa foi realizada entre 12 e 29 de agosto de 2026, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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