Câmara de Linhares aprova uso da Bíblia como material de apoio em escolas

O projeto de lei permite o uso de passagens bíblicas como recurso paradidático em escolas públicas e particulares da cidade, no Espírito Santo.

Fonte: Guiame, com informações de Agora LinharesAtualizado: segunda-feira, 16 de março de 2026 às 19:48
Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Fa Barboza).
Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Fa Barboza).

A Câmara Municipal de Linhares, no Espírito Santo, aprovou o uso da Bíblia como material de apoio em escolas da cidade.

Em sessão no dia 9 de março, os vereadores aprovaram o projeto de lei que permite o uso de passagens bíblicas como recurso paradidático em escolas públicas e particulares.

A proposta prevê o uso da Bíblia em atividades das disciplinas de história, literatura, artes, filosofia e ensino religioso, com o objetivo de abordar os aspectos culturais, históricos, geográficos e arqueológicos das Escrituras.

Conforme o projeto, a participação dos alunos em atividades que envolvam a Bíblia não será obrigatória, para garantir a liberdade religiosa dos estudantes.

“A Bíblia não é apenas um livro religioso. Ela carrega princípios, ensinamentos, sabedoria e valores que ajudam a formar caráter, respeito e responsabilidade nas novas gerações”, afirmou o vereador Johnatan Depollo, autor do projeto de lei, em postagem no Instagram.

“Nosso objetivo não é impor religião, mas abrir espaço para um livro que há séculos inspira vidas, transforma histórias e ensina o caminho do bem”, acrescentou.

Agora, o texto segue para a análise do prefeito de Linhares, que poderá sancionar ou vetar o projeto de lei.

Leis aprovadas

Projetos de lei semelhantes sobre o uso da Bíblia em escolas já foram aprovados em diversas cidades e estados do Brasil.

Em dezembro do ano passado, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite bibliotecas de escolas e faculdades públicas terem um exemplar da Bíblia.

Agora, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto terá que ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

No mesmo mês, a Câmara Municipal de Pouso Alegre se tornou a terceira cidade de Minas Gerais a aprovar o uso da Bíblia em escolas.

A Câmara Municipal de Divinópolis e a Câmara Municipal de Belo Horizonte também aprovaram o uso da Bíblia como material paradidático em escolas, em 2025.

Lei suspensa pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Entretanto, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a lei de Belo Horizonte, afirmando que o PL era inconstitucional, porque as decisões sobre a educação são responsabilidade da União.

Em novembro do ano passado, a Câmara de Vereadores de Florianópolis aprovou o PL que prevê o uso da Bíblia como material de apoio em escolas públicas e privadas da capital de Santa Catarina.

Em setembro, a Câmara de Salvador aprovou um projeto de lei para o uso da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas da capital baiana.

Em Conquista da Vitória (BA), uma lei que autoriza o uso da Bíblia como material complementar em escolas municipais foi promulgada no início de agosto.

No dia 7 de agosto, um projeto de lei que prevê a distribuição de Bíblias em escolas estaduais do Ceará foi aprovado.

No mesmo dia, a Câmara Municipal de Divinópolis, em Minas Gerais, também aprovou o uso da Bíblia como material paradidático em escolas públicas e privadas da cidade.

Em Manaus (AM), foi sancionada a Lei nº 1.332/2009, permitindo a utilização das Escrituras como conteúdo complementar em escolas públicas e privadas.

Em Rio Branco (AC), o projeto de lei “Bíblia nas Escolas” foi aprovado em 2024, autorizando a disponibilização da Bíblia em bibliotecas das escolas. 

Em Porto Alegre (RS), um projeto de lei que prevê que Bíblias sejam disponibilizadas para o uso de alunos e professores nas bibliotecas das escolas municipais está em discussão na Câmara de Vereadores.

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