O ciclone tropical Narelle atingiu a Austrália com ventos fortes e chuvas intensas, tocando o solo quatro vezes ao longo de sua trajetória.
Na sexta-feira (20), ao se aproximar da costa oeste, o fenômeno surpreendeu os moradores com um céu de aparência incendiada, marcado por faixas intensas de laranja e vermelho, pouco antes da chegada da tempestade.
Vídeos que circularam nas redes sociais chamaram a atenção dos internautas, muitos dos quais os descreveram como tendo um aspecto “apocalíptico”.
O jornalista australiano Mario Nawfal escreveu em sua rede social junto ao vídeo:
“Entre os meteoros e agora isso, 2026 está dando uma vibe muito bíblica e ainda estamos só em março...”
🚨🇦🇺 The sky turned blood red across Western Australia as Tropical Cyclone Narelle pushed dust through the air.
— Mario Nawfal (@MarioNawfal) March 28, 2026
Between the meteors and now this, 2026 is giving very biblical vibes and we're only in March...pic.twitter.com/Fc6jcHmbES https://t.co/OUTQHM5NBl
Em especial, a região de Shark Bay, em Denham, oferece duas perspectivas únicas que evidenciam o fenômeno.
Em uma publicação no Facebook, o parque relatou: “Tudo parece incrivelmente estranho lá fora, com uma camada de poeira cobrindo tudo. Ainda não há muito vento.”
Em toda a região, o céu também assumiu um tom alaranjado mais suave, provocado pela poeira suspensa e em movimento durante a tempestade.
Explicações do fenômeno
Mas o que, exatamente, fez o céu assumir essa impressionante tonalidade vermelho-sangue durante um ciclone tão intenso na Austrália?
Segundo o FOX Forecast Center, o fenômeno pode estar relacionado à forma como diferentes comprimentos de onda da luz se dispersam na atmosfera.
Um fenômeno semelhante foi registrado em janeiro, quando o céu no estado de Iowa assumiu uma tonalidade rosada durante uma tempestade de inverno.
Cores como o azul possuem comprimentos de onda mais curtos, enquanto tons como vermelho, laranja e rosa apresentam comprimentos de onda mais longos.
Quando o sol está próximo do horizonte, ao nascer ou ao se pôr, sua luz precisa atravessar uma camada mais espessa da atmosfera.
Nesse percurso, os comprimentos de onda mais curtos, como os do azul, se dispersam com maior intensidade, permitindo que os tons de maior comprimento de onda, como vermelho e rosa, se sobressaiam e passem a predominar no céu.
Relatos indicam que os ventos intensos ergueram o solo avermelhado, rico em ferro, lançando poeira na atmosfera.
Combinada à dispersão da luz solar, essa poeira filtrou a maior parte dos comprimentos de onda, permitindo que o vermelho predominasse e resultasse em um céu de tom carmesim intenso.
