Congresso com arqueólogos que fazem escavações em Jerusalém reúne centenas em São Paulo

O 9° Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica conta com a participação de arqueólogos, biblistas e historiadores que escavaram Jerusalém e os sítios mais importantes da Terra Santa.

Fonte: Guiame, Cássia KiefferAtualizado: sexta-feira, 28 de agosto de 2026 às 12:54
Ariel Horovitz. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).
Ariel Horovitz. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

O 9° Congresso Internacional de Arqueologia Bíblica iniciou na quinta-feira (27), em uma cerimônia de abertura na Igreja Kyrios, na cidade de São Paulo.

Mais de 500 pessoas estão participando do evento para fazer um mergulho no mundo bíblico com arqueólogos, biblistas e historiadores que escavaram Jerusalém e os sítios mais importantes da Terra Santa. O congresso continua nesta sexta-feira (28) e vai até sábado (29).

Com o tema “Jerusalém, Atenas e Roma: Arqueologia e fé”, as palestras com especialistas de Israel, Grécia e Brasil ajudam os participantes a compreender o mundo em que a Bíblia foi escrita.


Luiz Sayão. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

“Temos que conhecer o contexto da Bíblia, temos que entender a época, a geografia. Se não sabemos isso, perdemos informações ricas para entender melhor o texto bíblico”, afirmou o historiador Ariel Horovitz, idealizador do congresso, na primeira palestra.

Horovitz ressaltou a importância da história, da geografia e da arqueologia no estudo das Escrituras, e explicou conceitos básicos para os participantes acompanharem o restante das planárias.

“Por exemplo, quando Herodes reinou? Quantos Herodes temos na Bíblia? Ou: José e Maria voltaram do Egito nos tempos de Arquelau. Quem é esse Arquelau? A família de Jesus saiu do Egito e foi para a Galileia, onde fica tudo isso?”, observou.

Além da palestra de Ariel, a programação de quinta-feira (27) contou com os painéis “Monte do Templo: como arqueólogos reconstroem um passado que não pode ser escavado”, com o arqueólogo Zachi Dvira, e “Cristianismo Primitivo: Uma religião urbana?” com o hebraísta Luiz Sayão.


Zachi Dvira. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Corrêa).

No congresso, os participantes ainda vão aprender com o Dr. Yehiel Zelinger, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel; Me. Zachi Dvira, diretor do Projeto de Peneiramento do Monte do Templo; e Me. Rivka Devira, linguista da Academia da Língua Hebraica. Todas as palestras contam com tradução para o português ao vivo.

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