O ex-jogador do Chicago Bulls, Jaden Ivey, voltou a repercutir nas redes sociais – desta vez, não por jogadas em quadra, mas por pregar nas ruas em Toomer's Corner, em Auburn, Alabama.
Com um microfone nas mãos, Ivey cita Mateus 5:8 – “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” – fazendo referência ao Sermão da Montanha enquanto se dirigia a uma pequena multidão.
O anúncio do Evangelho na praça ocorreu poucos dias após o ex-atleta, de 24 anos, ser dispensado da franquia – em um vídeo que rapidamente viralizou nas redes sociais.
Jaden Ivey, who was waved by the Chicago Bulls for denouncing the NBA’s celebration of Pride Month, was seen preaching in the streets.
— Jon Root (@JonnyRoot_) April 5, 2026
He’s all in on evangelizing 👏 pic.twitter.com/3e0K6XbKye
Ao fundo, uma placa exibe a mensagem: “JESUS É REAL. DEUS TE AMA E QUER TE SALVAR DOS SEUS PECADOS. ARREPENDA-SE DO PECADO. CREIA NO EVANGELHO. OBEDEÇA A JESUS.”
Em outro registro, o ex-armador aparece compartilhando mensagens evangelísticas com pessoas ao seu redor, evidenciando uma mudança clara de foco em sua vida.
Ivey foi dispensado pelo time sob a justificativa de “conduta prejudicial à equipe”, após uma série de declarações consideradas polêmicas em redes sociais envolvendo temas religiosos e críticas ao apoio da NBA a pautas LGBTQ+.
O jogador havia participado de transmissões ao vivo em que expressava suas convicções de fé, o que gerou repercussão negativa e levou à decisão da franquia.
Agenda LGBT
Ele chamou a NBA por promover o Mês do Orgulho, dizendo que celebra a "injustiça".
"O mundo proclama LGBTQ, certo?" Ivey disse durante a transmissão de vídeo. "Eles proclamam o Mês do Orgulho e a NBA também. Eles mostram isso ao mundo. Eles dizem: 'Venha se juntar a nós para o Mês do Orgulho para celebrar a injustiça'. Proclamam-no nos outdoors. proclamam-no nas ruas. injustiça."
Apesar da justificativa oficial, o próprio atleta contestou a versão. Em entrevistas, afirmou que sua saída estaria ligada à sua postura de pregar o Evangelho.
“Foi porque eu estava pregando a Palavra de Deus”, declarou Ivey ao comentar o caso.
Em seguida, questionou a justificativa apresentada pela franquia:
“[Os Bulls] disseram que minha conduta é prejudicial para a equipe”, disse ele. "Por que eles não disseram apenas: 'Nós não concordamos com sua posição sobre LGBTQ'? Por que não disseram isso? ... Como é que isso é prejudicial para a equipe? O que eu fiz com a equipe? O que eu fiz com os jogadores?"
“O velho Jaden morreu”
Antes mesmo da demissão, o jogador já vinha demonstrando uma transformação pessoal. Em declarações públicas, afirmou que sua identidade havia mudado após sua experiência espiritual.
“O velho J.I. morreu. Estou vivo em Cristo”, disse anteriormente, ao falar sobre sua fé.
Relatos indicam que Ivey se tornou cada vez mais vocal sobre suas crenças, tanto nas redes sociais quanto no ambiente da equipe, o que gerou desconforto interno e contribuiu para o desfecho.
Além da mudança de postura, o atleta também compartilhou experiências pessoais profundas.
Ele revelou ter enfrentado momentos de crise emocional no passado e afirmou que encontrou em Deus uma nova razão para viver.
Novo propósito
Agora, longe das quadras, sua atuação nas ruas pregando o Evangelho tem sido vista por muitos como um reflexo dessa transformação — e por outros, como continuidade da postura que gerou controvérsia em sua carreira.
O caso de Ivey reacende o debate sobre fé, liberdade de expressão e limites dentro do esporte profissional.
Enquanto críticos apontam a incompatibilidade entre suas declarações e o ambiente da NBA, apoiadores veem sua atitude como um testemunho público de fé.
Um deles é o quarterback do Baltimore Ravens, Lamar Jackson, que, na semana passada, demonstrou apoio a Ivey por meio de várias republicações nas redes sociais após sua demissão.
