A Síria foi atingida por um novo terremoto na manhã da quinta-feira (9), conforme notícias da Portas Abertas: “A população acordou assustada e com a lembrança do terror e tremores que assolaram o país e ceifaram mais de 50 mil vidas em fevereiro deste ano”.
De acordo com a organização, a cidade de Aleppo e Latakia foram as mais atingidas pelos terremotos em fevereiro. Nesse novo tremor de magnitude 4,6 a região continua sendo a mais impactada. Casas e apartamentos foram abalados e muitas pessoas em Aleppo entraram em pânico.
“A maioria das pessoas estão com medo e abaladas. Os tremores trouxeram à tona os traumas passados. Elas se viram enfrentando o mesmo problema e da mesma forma que a última vez. Pessoas correndo pelas ruas, agasalhando as crianças com casacos em busca de segurança”, relatou um cristão em Aleppo.
‘As pessoas estão assustadas’
Na cidade de Latakia, o tremor também foi sentido: “Acordamos e ficamos assustados, mas não tanto quanto as pessoas em Aleppo que ficaram na rua durante muitas horas”, disse uma testemunha local.
“Pela graça de Deus, o terremoto não foi tão severo quanto o de fevereiro, mas as pessoas estão assustadas”, continuou.
Vale lembrar que a Síria está em guerra há 12 anos e vive seu pior momento com o aumento da violência nos últimos 4 anos, conforme o presidente da Comissão Independente de Inquérito da Síria, Paulo Pinheiro.
Além disso, depois que a Síria enviou um drone contra uma escola na cidade de Eliat, no Sul de Israel, o país realizou uma operação em resposta ao ataque. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI, da sigla em inglês), o ataque partiu de um grupo não identificado da Síria.
Em resposta, os militares israelenses atingiram o grupo, na manhã da sexta-feira (10). Em comunicado, as FDI disseram que consideram o governo da Síria “totalmente responsável por qualquer atividade terrorista proveniente de seu território”.
Embora não haja mortos ou feridos no último terremoto ocorrido na Síria, a Portas Abertas pede orações pelos cristãos que já sofrem com vários traumas e ainda se esforçam para manter a Igreja viva no país.