
Fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico atuante há mais de 10 anos em temas sobre Israel e a comunidade judaica. Também tem papel estratégico na mídia evangélica, fortalecendo os valores da fé cristã.

Uma aula aberta do Núcleo de Gênero do curso de Psicologia da PUC-SP, com o tema “Pela vida das mulheres!”, realizada na noite de 09 de março de 2026, no auditório 333 do campus Monte Alegre, motivou o envio de um ofício da vereadora Cris Monteiro (NOVO) à reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, solicitando esclarecimentos sobre a realização do evento.
No ofício, a parlamentar destacou reportagens e informações públicas que apontam o Samidoun – Rede de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos como uma organização que, segundo diversos governos e autoridades internacionais, mantém vínculos com a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), classificada como organização terrorista por países como Estados Unidos e Canadá, entre outros.
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O documento registra ainda que o próprio Samidoun foi alvo de medidas restritivas em alguns países e banido pelo governo da Alemanha, sob alegações relacionadas à promoção de discurso antissemita.
O convite do evento apresentava uma mesa composta por pesquisadoras, militantes feministas, uma coordenadora de centro de referência de atendimento à mulher e participação especial da deputada federal Erika Hilton. Entre as convidadas, está também Rawa Alsagheer, descrita como coordenadora do grupo Samidoun.
Diante desse cenário, a vereadora relatou apreensão e preocupação entre membros da comunidade judaica paulista, especialmente em um contexto internacional de crescimento do antissemitismo, da intolerância religiosa e da polarização política.
O texto da parlamentar apresentou questionamentos diretos à PUC-SP, entre eles se a universidade tinha conhecimento das informações públicas sobre o grupo; se houve análise institucional prévia da convidada e da organização; e se foi avaliado o impacto do evento na comunidade judaica, incluindo quais medidas seriam adotadas para prevenir manifestações antissemitas, discursos de ódio ou incitação à violência durante a atividade acadêmica.
O ofício foi concluído com a expectativa de que a PUC-SP se posicionasse de forma firme contra qualquer forma de antissemitismo.
Por que esse tipo de evento acende alertas?
Sem mudanças significativas no país, há o risco de que surjam ataques contra judeus e ondas de violência sem precedentes.
O contexto atual — no Brasil e no mundo — gera preocupação não apenas na comunidade judaica, mas também entre cristãos. Em meio às tensões políticas e sociais, os judeus necessitam do apoio evangélico, não apenas em palavras, mas também em ações concretas.
Com cerca de 120 mil judeus vivendo no Brasil e aproximadamente 47 milhões de evangélicos, a responsabilidade sobre o futuro da liberdade religiosa e da convivência pacífica é imensa.
A liberdade de expressão tem sido restringida de forma seletiva, permitindo espaço apenas para discursos alinhados a determinados setores políticos, especialmente quando se trata de mensagens contrárias às leis bíblicas, de caráter antissemita ou antissionista.
A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) já alertou para a gravidade da situação, destacando os riscos que a comunidade enfrenta.
A igreja brasileira precisa se posicionar diante dessa calamidade moral e espiritual que assola nosso país.
Fonte: Programa Shalom Brasil
Silas Anastácio é fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico com sólida atuação há mais de uma década em temas relacionados ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Também desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica, contribuindo para a articulação e divulgação de conteúdos que fortalecem os valores da fé cristã.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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