Pastor de 66 anos é preso após criticar Islã em evangelismo de rua na Inglaterra

Steve Maile foi algemado por policiais e levado a delegacia por criticar a violência do islamismo e o estilo de vida LGBT, na cidade de Watford.

Fonte: Guiame, com informações de Christian ConcernAtualizado: terça-feira, 28 de abril de 2026 às 13:32
Steve Maile foi preso por policiais. (Foto: Reprodução/Instagram/Christian Concern).
Steve Maile foi preso por policiais. (Foto: Reprodução/Instagram/Christian Concern).

Um pastor de 66 anos foi preso após criticar o Islã durante um evangelismo de rua na Inglaterra, segundo o Christian Concern.

Steve Maile pregou o Evangelho e cantou louvores no centro da cidade de Watford, no dia 18 de abril.

Ele ministrou sobre passagens bíblicas e chamou as pessoas ao arrependimento por cerca de 10 minutos. Em seguida, Steve criticou a violência do Islã, afirmando que não era uma religião de paz e que queria que os muçulmanos fossem alcançados por Jesus.

De repente, ele foi cercado por um grupo de policiais e preso sob suspeita de crime de ódio e perturbação pública.

O momento da prisão foi gravado em vídeo e compartilhado nas redes sociais. As imagens mostram que o pastor Steve protestou contra sua detenção: “Nenhuma ofensa foi cometida aqui, nenhuma de jeito nenhum. Vocês deveriam se envergonhar por prenderem um ministro do Evangelho!".

Maile ainda pregou aos policiais, dizendo: “Se você se arrepender e crer no Senhor Jesus Cristo, você será salvo!”.

Então, um dos policiais responde zombando: “Em nome de Jesus, entre no carro!”.

 

 
 
 
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O pregador foi colocado à força dentro do carro da polícia e levado a delegacia de Watford e depois foi transferido para a delegacia de Hatfield.

Investigado por perturbação pública

Inicialmente, a polícia acusou Steve de agredir um adolescente. Ele declarou que não agrediu ninguém e a acusação foi retirada.

O pastor relatou que foi mantido preso por cerca de 12 horas, ficou algemado por uma hora e meia e teve acesso ao banheiro negado por um longo período. Sua família também não foi informada para onde ele havia sido levado.

“Num momento eu estava pregando o Evangelho, no momento seguinte estava cercado e algemado. Eu soube imediatamente que isso estava errado. Fiquei tão chocado. Eu sabia que era ilegal e fiquei com raiva justa”, lembrou ele, ao Christian Concern.

Mais tarde, Steve Maile foi libertado e agora está sendo investigado por supostos crimes de perturbação pública por criticar o Islã e o estilo de vida LGBT. 

O pastor declarou que apenas pregou sobre a Bíblia e não incitou o ódio e a violência em suas pregações.

"Eu só prego ou parafraseio a Bíblia. Suplico às pessoas que venham a Jesus. Eu não ataco indivíduos. Eu amo todo mundo”, disse.

“Continuarei pregando”

Steve relatou que a prisão afetou ele e sua família, enfrentando insônia e exaustão emocional. Além disso, o líder precisou de atendimento médico devido a ferimentos que as algemas causaram em suas mãos.

"Eles escolheram o homem errado. Foi uma experiência horrível ser preso na frente da minha família e dos meus filhos. Isso é uma injustiça grave", protestou ele.

"Quero ser absolvido. Quero um pedido de desculpas. E quero garantir que isso não aconteça com mais ninguém. Continuarei pregando em Watford e não tenho medo”, garantiu.

A defesa do pastor está sendo feita por advogados do Christian Legal Centre, uma organização que defende a liberdade religiosa.

“A prisão de Steve é profundamente preocupante. Um pregador cristão pacífico é tratado como um criminoso sério por expressar suas crenças cristãs e por afirmar que o Islã é uma religião falsa em locais públicos. As imagens levantam questões fundamentais sobre se a polícia neste país está criminalizando o cristianismo enquanto não aplica a lei de forma igual e consistente”, afirmou Andrea Williams, diretora executiva do Christian Legal Centre.

Pregadores de rua sem liberdade

A pregação cristã ao ar livre tem uma tradição de séculos no Reino Unido e é considerada um símbolo fundamental da liberdade de expressão no país.

Porém, nos últimos anos, pregadores de rua têm enfrentado restrições das autoridades por anunciar o Evangelho, incluindo prisões, multas e proibição de evangelizar em espaços públicos.

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