Uma cabeleireira cristã testemunhou um milagre após sobreviver a um AVC hemorrágico que a deixou 23 dias em coma, com diagnóstico de morte cerebral e falência de órgãos, em Manaus, Amazonas.
Com uma rotina intensa de trabalho na véspera de Natal de 2022 e poucas refeições, Joyce Brito começou a passar mal enquanto trabalhava no salão de beleza.
“Na hora, meu corpo paralisou, comecei a espumar, não conseguia falar, andar e estava com dificuldade para respirar. Na minha mente, clamei muito por Deus. Disse: 'Senhor, me socorre e não me deixe morrer'”, relembrou ela à revista Crescer.
Joyce testemunhando na igreja. (Foto: Reprodução/YouTube/Joyce Brito)
Após ser levada para a emergência, a família de Joyce foi informada de que se tratava de um AVC, mas ninguém sabia a gravidade.
“No local, não havia estrutura para atender casos como o meu, então, chamaram uma ambulância. Como era véspera de Natal, demorou 4 horas para chegar. Na hora em que estava entrando na ambulância, apagou tudo e entrei em coma”, contou Joyce.
E continuou: “Fui levada para o único pronto-socorro de Manaus que tinha uma UTI disponível no momento. Meu filho entrou na ambulância e me acompanhou. Ele conta que, dentro da ambulância, a socorrista colocou uma lanterna nos meus olhos e disse: 'Nós estamos perdendo sua mãe. Ela está com as pupilas dilatadas'. Ele se desesperou e começou a orar. Quando cheguei, os médicos avisaram que o caso era gravíssimo, extenso e pediram autorização para entubação”.
Morte cerebral
Nesse momento, os médicos informaram que Joyce estava apresentando morte cerebral, mas precisavam de 72 horas para confirmar o quadro. E, ali, começou sua luta pela vida.
“No terceiro dia, os médicos confirmaram para a minha família que eu estava com morte cerebral e não havia mais nada a ser feito, pois todos os meus órgãos entraram em falência — meu intestino não funcionava mais, meu pulmão não funcionava mais, os dois rins pararam e eu estava sobrevivendo por aparelhos”, afirmou ela.
“Apenas meu coração continuava batendo, mas, segundo eles, poderia parar a qualquer momento. Era questão de tempo. Eu não tinha mais atividades cerebrais, não tinha reação nenhuma, meu cérebro estava cheio de sangue”, acrescentou.
Após uma nova transferência de hospital, os médicos voltaram a avaliar o quadro de Joyce e confirmaram que seus rins não estavam funcionando. Então, decidiram fazer hemodiálise.
“Assim que chegaram para iniciar o procedimento, comecei a ter reações, mesmo entubada, e com os órgãos em falência. Foi quando minhas atividades cerebrais começaram a voltar”, declarou ela.
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Segundo Joyce, ela ficou 39 dias internada, sendo 23 em coma. Nesse período, familiares e amigos fizeram orações em volta do hospital e pediram a Deus por sua recuperação.
“No décimo quinto dia, fui traqueostomizada. Pelos exames e pela medicina, eu não teria possibilidade alguma de 'fugir' de um estado vegetativo caso sobrevivesse — não teria movimentos, não iria falar, ouvir, usaria fralda”, relatou ela.
‘Sigo firme em Deus’
Joyce também destacou que teve algumas experiências sobrenaturais enquanto estava em coma:
“Lembro que, quando entrei em coma, ainda dentro da ambulância, foi como se o mundo espiritual se abrisse na minha frente. Não vi mais nada do que acontecia ao meu redor, mas me vi em outros lugares. Tive várias experiências diferentes que nunca tive na minha vida”.
Hoje, Joyce permanece fazendo tratamentos de reabilitação e, apesar de ainda não conseguir andar sozinha, já fica em pé.
“Fiquei um tempo sem falar, ainda me sinto cansada de falar rápido, mas já consigo me comunicar bem. Vou ao banheiro normalmente e me alimento via oral. Em alguns momentos, minha visão embaça, mas consigo ouvir bem”, explicou Joyce.
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Após o AVC, as principais sequelas afetaram seu equilíbrio, a coordenação motora do lado esquerdo e a parte sensorial: “O que mais me incomoda é a falta do tato, de sentir temperaturas. Mas sigo lutando e fazendo fisioterapia. Deus me colocou de volta à vida e tenho certeza que recebi a missão de alertar outras pessoas”.
Joyce alertou que achava que isso nunca iria acontecer, no entanto, seu corpo estava inflamado devido a maus hábitos:
“Eu comia muitos alimentos ultraprocessados. Além disso, o cortisol, hormônio do estresse, estava muito acima do normal. Eu não dormia na hora certa, trabalhava muito, não descansava e nem me alimentava corretamente. Era uma bomba-relógio”.
E continuou: “Eu voltei da morte cerebral. Nada é impossível para Deus, mas a gente também precisa se cuidar. O milagre me trouxe de volta, e agora quero ajudar outras pessoas a perceberem os sinais antes que seja tarde demais”
“Aprendi que nada é impossível para Deus, pois vi o milagre acontecer na minha vida. Eu voltei da morte cerebral. Deus tem um propósito, que é contar minha história para que outras pessoas se cuidem também. Estou muito grata pela oportunidade de estar de volta à vida. Nunca imaginei na minha vida, viver tudo isso. Foi muito difícil, dolorido, mas tenho vivido milagres dia após dia. Sinto que uma de minhas missões na terra é compartilhar esse milagre que só Deus pode fazer. Que o mundo inteiro reconheça que existe um Deus vivo”, concluiu.