Hannah Solana foi criada em uma família católica não praticante na Holanda. Ela cresceu acreditando em Deus, mas não havia tido um encontro pessoal com Ele.
“Meus pais eram cristãos, mas não tinham fé viva. Nunca vi eles lerem a Bíblia. Eles enfatizavam principalmente que era preciso ser bom com os outros e perdoar”, contou ela, ao Revive.
Desde cedo, Hannah teve que cuidar de seu irmão que possuía uma deficiência mental. Durante todo tempo em casa, a menina ajudava o irmão a gerenciar o tempo, conversar, se acalmar e tomar medicação.
Porém, a responsabilidade precoce causou danos emocionais em Hannah. "Tive que amadurecer rápido e realmente me apagar. Pensei: ‘Ele não consegue fazer nada, eu posso me adaptar, então vou fazer isso’”, lembrou ela.
Bullying e incitação ao suicídio
A menina ainda enfrentou bullying na escola e a solidão. "Fui muito intimidada pelas crianças na escola e excluída pelos professores. Diziam que eu era burra e chamava atenção para mim. Eles até disseram que eu deveria estar morta. Quando denunciei o bullying, disseram que a culpa era minha”, afirmou.
Hannah se sentiu abandonada pelos adultos que tinham autoridade para lhe proteger. “Deus também era uma autoridade, mas como eu estava tão decepcionada, presumi que Deus também me havia abandonado”, observou.
Como consequência do bullying, ela passou a se automutilar e a se isolar. A menina passou grande parte da infância e da adolescência sozinha em seu quarto.
Certo dia, a perseguição dos colegas se transformou em incitação ao suicídio. Eles enviaram diversas mensagens que diziam: "Por que você não simplesmente se mata?".
"De repente recebi todo tipo de mensagem dizendo que eu tinha que morrer. Isso me traumatizou. Eu levei a sério e comecei a pensar sobre isso”, lembrou.
Intervenção de Deus
Impactada pela violência sofrida, Hannah tentou tirar sua própria vida naquele dia. Durante a tentativa, seu telefone tocou.
A ligação era de uma menina de sua turma, que disse: “Hannah, eu sei que você quer morrer, mas você ainda não sabe por que está viva. Hannah, eu sei que você não acha que ninguém te ama, mas você ainda não conhece todas as pessoas que te amam. Então levante e vá até sua mãe”.
Tocada pela ligação, Hannah desistiu de se suicidar e voltou a ter vontade de viver. "Olhando para trás, eu vejo: não pode ser normal uma criança de 12 anos dizer essas palavras, deve ter sido Deus quem salvou minha vida!”, ressaltou ela.
Nos anos seguintes, a adolescente continuou lutando contra a depressão e o Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Mais tarde, ela participou de uma comunidade de autodesenvolvimento para receber apoio em sua saúde mental. Lá, Hannah conheceu um jovem cristão que a convidou para ir a um estudo bíblico feminino.
Encontro com Deus
Ela aceitou o convite e conheceu a alegria que os cristãos têm através de Jesus. “Essas mulheres tinham uma espécie de luz nos olhos. Elas me mostraram uma imagem diferente do que era ser cristão. Essas mulheres também tinham algo que eu queria”, comentou.
Hannah começou a frequentar os estudos bíblicos e a buscar a Deus. A jovem voltou a ter alegria e esperança em sua vida.
"Por três dias senti uma tristeza tão profunda, mas no terceiro dia ela desapareceu completamente! Eu sei que isso era Deus, porque psicólogos tentaram, mas sem sucesso. Isso foi sobrenatural!", declarou.
Cura durante batismo
Logo depois, ela aceitou Jesus e foi batizada em uma igreja. Em seu batismo, Hannah viveu uma cura milagrosa.
"Quando fui batizado, o transtorno de ansiedade e a depressão me deixaram. Depois disso, não me incomodou mais. Ousei sonhar de novo”, testemunhou.
Hoje, a jovem tem compartilhado seu testemunho através das redes sociais e de seu livro, para levar a esperança de Cristo a outras pessoas.
"Ao compartilhar minha história, vejo que os outros se emocionam e aceitam Jesus. Muitas pessoas acreditam que Ele existe, mas não lhe dão espaço em suas vidas. Ele quer estar com você em todas as etapas da sua vida. Dê uma chance a Ele”, encorajou ela.
Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
