Jihadistas do Estado Islâmico incendiaram centenas de livros cristãos em Mosul

O vídeo foi intitulado "Diwan da educação destrói livros de instruções cristãs em Mosul". O Diwan Al-Hisbah é a polícia da moralidade do Estado Islâmico.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2016 as 11:16

Imagens do vídeo surgiram na semana passada. (Foto: Reprodução).
Imagens do vídeo surgiram na semana passada. (Foto: Reprodução).

Centenas de livros cristãos foram queimadas pelo Estado Islâmico em Mosul, quase dois anos após os jihadistas tomaram a cidade iraquiana. Imagens do vídeo surgiram na semana passada mostrando militantes atirando livros em uma pilha sendo queimada. Cenas do vídeo apresentam muitos dos livros estampados com crucifixos.

O vídeo foi intitulado "Diwan da educação destrói livros de instruções cristãs em Mosul". O Diwan Al-Hisbah é a polícia da moralidade do Estado Islâmico, responsável ​​pela aplicação das leis do grupo.

Um ativista local, Abdullah al-Mulla, disse que os livros tinham sido colhidos em escolas e igrejas de Mosul, que já foi considerado o coração da população cristã do Iraque. "Os jihadistas queimaram centenas de livros cristãos no centro de Mosul", disse al-Mulla.

"Os militantes também recolheram uma grande quantidade de livros cristãos do distrito Dawassa perto de Parque dos Mártires e eles foram queimados publicamente, logo em seguida", acrescentou.

Mosul foi invadida por militantes do Estado Islâmico no dia 10 de Junho de 2014. Após capturar os militantes da cidade, emitiram um ultimato aos cristãos, dizendo para eles se converterem ao islamismo, pagar um imposto ou fugir. Aqueles que se recusaram a cumprir foram assassinados e agora acredita-se que os cristãos deixaram a cidade.

Relatórios afirmam que o mosteiro no norte do mar Gorgis de Mosul tem sido usado como um centro de detenção do sexo feminino, enquanto outras igrejas antigas da cidade têm sido utilizadas como matadouros e câmaras de tortura.

Em junho do ano passado, foi anunciado que a Igreja Siríaca Ortodoxa Santo Efrém em Mosul seria reaberta como uma "mesquita dos mujahideen”. Relatórios de mídia iraquianas disseram na época que havia uma bandeira do Estado Islâmico, escrito "Não há Deus senão Alá" e "Profeta Maomé" escrito nele.

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