Mãe lamenta morte de filho que se juntou ao Estado Islâmico: “Ele era um menino da igreja”

"Eu sou cristã, eu vou à igreja. Meu filho é um menino da igreja. A única coisa ruim é o Islã", disse Himan Haile, mãe de Fasil Towalde. O jovem havia se convertido ao islamismo na prisão, quando foi detido por se envolver em uma gangue de Londres.

Fonte: Guiame, com informações de Christian TodayAtualizado: sexta-feira, 11 de março de 2016 18:08
Ele foi morto em um dos confrontos na Síria, e teve sua identidade revelada depois que documentos do EI foram entregues ao canal Sky News. (Foto: Reprodução)
Ele foi morto em um dos confrontos na Síria, e teve sua identidade revelada depois que documentos do EI foram entregues ao canal Sky News. (Foto: Reprodução)

Um jovem britânico que já foi um "menino da igreja" estava entre os 1.763 jihadistas que foram recrutados pelo Estado Islâmico (EI) e tiveram identidades divulgadas esta semana.

O jovem Fasil Towalde, um estudante de 21, não teve um bom destino após fazer parte do grupo terrorista. Ele foi morto em um dos confrontos na Síria, e teve sua identidade revelada depois que documentos do EI foram entregues ao canal Sky News.

Towalde cruzou a fronteira da Turquia rumo ao norte da Síria no dia 28 de dezembro de 2013. Chegando lá, o jovem foi rebatizado como Abdullah al-Habashi. Ele foi morto onze meses depois de lutar contra as tropas curdas na cidade síria de Kobane.

Sua mãe, Himan Haile, foi encontrada por meio do formulário de inscrição do jovem, que especificou seu nome e endereço em Camden Town, onde ela morava. Falando ao jornal Telegraph, Haile descreveu seu filho como um "bom menino cristão" que cresceu em Londres.

"Eu sou cristã, eu vou à igreja. Meu filho é um menino da igreja. A única coisa ruim é o Islã", disse ela. Haile relata que Towalde se converteu ao islamismo na prisão, quando foi detido por se envolver em uma gangue de Londres.

"Ele morreu por quê? Eu não sei. Todos os dias eu choro, de manhã, de noite...", disse ela.

Os nomes de 22.000 apoiadores do Estado Islâmico foram descobertos em documentos entregues à Sky News por um ex-membro desiludido do grupo militante.

Dezenas de milhares de documentos foram armazenados em um cartão de memória roubado do chefe da força de segurança interna do Estado Islâmico por um homem que se identificou como Abu Hamed.

Os documentos pareciam formulários de inscrição, com 23 perguntas e informava nomes de apoiantes do Estado Islâmico e de seus familiares, números de telefone, cidade natal, grupo sanguíneo e outros detalhes, tais como as áreas de especialização para as quais haviam sido recomendados.

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