Após dizer que muçulmanos e cristãos adoram o mesmo Deus, professora é demitida

A faculdade colocou Hawkins sob licença administrativa como forma de punição. No mês passado, o reitor recomendou que a professora fosse demitida.

fonte: Guiame, com informações de The Guardian

Atualizado: Quarta-feira, 10 Fevereiro de 2016 as 3:35

Larycia Hawkins, professora de ciência política na Wheaton College usando um hijab. (Foto: Stacey Wescott/AP)
Larycia Hawkins, professora de ciência política na Wheaton College usando um hijab. (Foto: Stacey Wescott/AP)

A professora de uma faculdade cristã do subúrbio de Chicago (EUA) resolveu deixar seu emprego após a polêmica gerada por ter dito que cristãos e muçulmanos adoram o mesmo Deus.

Larycia Hawkins, professora de ciência política na Wheaton College, iria passar por uma audiência disciplinar em até cinco dias, que determinaria se estaria ou não autorizada a permanecer trabalhando na instituição.

No entanto, em uma declaração conjunta divulgada na noite de sábado (8), Hawkins e o colégio disseram que encontraram “um lugar mútuo de resolução e reconciliação" e que os dois lados iriam se separar após um acordo confidencial.

A controvérsia começou em dezembro do ano passado, quando a professora publicou uma foto em sua página do Facebook dizendo que iria usar um hijab para mostrar solidariedade com os muçulmanos como um sinal de comunhão. "Nós adoramos o mesmo Deus", disse ela.

Sua publicação atraiu críticas em meio a um debate mais amplo sobre a atuação dos muçulmanos nos EUA, após o tiroteio em massa que aconteceu em novembro, em San Bernardino, na Califórnia.

Uma das críticas partiram do reverendo Franklin Graham na ocasião.Ela está absolutamente errada. Ela obviamente não conhece a Bíblia e nem sobre o Islã", disse ele nas redes sociais.

A faculdade colocou Hawkins sob licença administrativa como forma de punição. No mês passado, o reitor recomendou que a professora fosse demitida.

A instituição de ensino disse que não burlou a disciplina Hawkins por usar um hijab, mas porque “suas afirmações teológicas parecem inconsistentes com as convicções doutrinárias de Wheaton".

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