A maioria das mulheres já disse — ou pensou — que estava “à beira da loucura” durante a TPM. Isso não é verdade. Não é “loucura”. É fisiologia ampliando conteúdos psíquicos.
A oscilação hormonal não é falha; é mecanismo de regulação.
Tentar viver como se o corpo fosse linear — sempre estável, sempre pleno — é uma forma de violência emocional contra si mesma. Na Teopsicoterapia, a meta não é domar o corpo, mas interpretar a mensagem que ele envia.
1. A Perspectiva Teológica: Dignidade no Ciclo
A narrativa da mulher do fluxo (Marcos 5) revela algo essencial:
Jesus não patologiza o corpo feminino. Ele não rejeita. Ele acolhe. Ele restaura.
Ele a chamou de Filha.
No contexto da época, o fluxo tornava a mulher impura. Mas Jesus subverte o tabu e devolve dignidade.
Aplicação teoterapêutica:
O ciclo menstrual não é:
castigo,
fraqueza,
falha moral,
ou sinal de falta de espiritualidade.
Deus desenhou o corpo feminino com ritmo. Ele honra a ciclicidade que muitas mulheres desprezam em si mesmas. Enquanto Deus acolhe, muitas mulheres se punem.
A teologia precisa ser reenquadrada: não há espiritualidade saudável sem integração com o corpo que Deus deu.
2. O Diagnóstico Psicanalítico: A Lente que Revela
A TPM não inventa conflitos — ela expõe o que você camuflou.
A psicanálise descreve a somatização: quando a psique não elabora, o corpo manifesta.
O mito comum é:
“Na TPM eu fico impossível, exagero tudo.”
A clínica mostra o contrário:
A TPM reduz a capacidade química de repressão.
Ou seja, aquilo que você tolerou demais:
acúmulo de demandas,
sobrecarga doméstica,
desrespeito,
falta de apoio,
silêncio sobre suas necessidades,
torna-se explicitado quando o neuro-hormonal perde força para “tampar buracos”.
A irritabilidade não é invenção; é denúncia interna. O corpo aponta o que o psiquismo tentou suportar sozinho.
A TPM é um amplificador, não um gerador.
3. A Prática Teopsicoterapêutica: Mapeamento e Regulação
Inteligência emocional não é controlar o humor — é prever o padrão e organizar-se dentro dele.
A ferramenta é objetiva: Mapeamento Emocional Cíclico.
1. Rastreamento:
Marque humor, energia e sintomas diariamente (não apenas o fluxo).
Identifique padrões como:
“Três dias antes fico mais reativa.”
“Durante o ciclo fico mais introspectiva.”
“Após ovular tenho mais energia.”
2. Ajuste de agenda:
Nos dias de baixa energia, reduza exigências emocionais e conversas potencialmente conflituosas.
Isso não é fuga; é autorregulação.
3. Escuta do sintoma:
Em vez de silenciar a irritação com comida, sedativos emocionais ou distrações, faça a pergunta central: “O que essa oscilação está revelando sobre minha vida, meus limites e minhas necessidades?”
O corpo não sabota — ele sinaliza.
Suas emoções te dominam, ou você aprendeu a estruturar o ciclo?
Viver em guerra com o próprio corpo gera desgaste conjugal, profissional e espiritual.
Você não precisa “parar de ser cíclica”. Precisa integrar biologia, afeto e fé para que o ciclo trabalhe a seu favor — e não contra você.
A Teopsicoterapia oferece protocolos específicos para organizar emoções, reduzir sobrecarga psíquica e criar maturidade emocional dentro da sua realidade hormonal.
Agende sua sessão e comece a construir uma relação saudável com o seu corpo.
Estou a sua disposição, para atendimentos presenciais e On-Line, entre em contato comigo.
Néia Leite (@pastoraneialeite) Psicanalista, Teoterapeuta e Pastora. Atendimento de mulheres. Pós-graduada Teopsicoterapia, MBA em Teoterapia. Autora dos livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas". Trabalha profissionalmente no atendimento individual Teoterapêutico e grupos para mulheres. Atendimento presencial e On-Line.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
Leia o artigo anterior: O Tríplice Caráter Terapêutico de Jesus – O Encontro com a Filha de Jairo (Marcos 5:21-43)
