
Néia Leite é pastora, atuou como esteticista e professora de ginástica localizada. Seu chamado para o aconselhamento e cura interior de mulheres tornou-se uma referência. Além de sua formação acadêmica em Ciências Contábeis, Educação Física e pós-graduaçã

O sofrimento estético de muitas mulheres não nasce no corpo, mas na percepção. Elas corrigem detalhes, mudam cabelo, emagrecem, fazem procedimentos — porém o incômodo interno permanece. A sensação de insuficiência não desaparece porque a origem não é física; é psíquica.
Clinicamente, afirmamos: o problema não está na forma do rosto, mas na forma da lente. Na Teopsicoterapia, tratamos essa lente distorcida: a dependência da validação externa que corrói a identidade.
1. Perspectiva Teológica: Corpo-Templo vs. Corpo-Vitrine
O Salmo 139 estabelece o fundamento espiritual da identidade: fomos formadas de modo intencional, digno e admirável. A cultura, porém, deslocou esse fundamento.
Lógica Cultural: O corpo é vitrine. Deve ser exibido, medido, aprovado. Se não atende ao padrão, é descartado.
Lógica de Deus: O corpo é templo. Deve ser cuidado, honrado e mantido integral ao propósito divino.
Quando o corpo é vitrine, a mulher vive refém da performance estética. Quando é templo, o cuidado é responsável, não compulsivo. O valor deixa de oscilar. Sai do olhar público e volta para a identidade dada pelo Criador.
2. Diagnóstico Psicanalítico: O Narcisismo Ferido e a Estrutura da Falta
A pergunta central é: por que a opinião do outro pesa tanto?
Na psicanálise, a busca incessante por aprovação revela um déficit na constituição do Eu. Frequentemente, é rastreada a ambientes onde a criança só era reconhecida pelo que aparentava ou produzia, não por quem era.
Esse cenário gera duas marcas estruturais:
Falta (vazio afetivo): ausência de confirmação interna.
Dependência do olhar externo: tentativa de suprir a falta com elogios, likes, comentários.
O inconsciente opera assim: “Se eu for bela o suficiente, ninguém me rejeitará.”
É um delírio narcísico funcional: parece funcionamento normal, mas sustenta um Eu frágil. A aprovação externa, por maior que seja, nunca cura a raiz da rejeição. É um abastecimento rápido, mas não sustentado. O espelho vira juiz. O olhar alheio vira alimento. E o Eu se torna refém.
3. Prática Teopsicoterapêutica: Jejum de Comparação e Reeducação da Percepção
A dismorfia — ampliação imaginária de defeitos — é alimentada pelo ambiente visual.
O algoritmo das redes sociais potencializa inadequação. Não é fragilidade; é condicionamento.
Para reestruturar a percepção, orientamos três intervenções:
1. Jejum de Comparação
Interrompa o consumo de perfis que estimulam autocrítica. O "unfollow" é intervenção terapêutica. Elimina gatilhos e estabiliza o Eu.
2. Checagem de Realidade
O conteúdo das redes é editado, filtrado e roteirizado. Comparar bastidores com palcos alheios intensifica a autoviolência psíquica. É preciso confrontar a fantasia com a realidade.
3. Foco na Funcionalidade Corporal
O corpo não é apenas imagem; é instrumento. Reeduque a percepção:
“Meu corpo me leva, me sustenta, me abraça, me mantém viva.”
Esse deslocamento de valor estabiliza a autoestima e reduz obsessões estéticas.
Sua autoestima oscila conforme o Wi-Fi?
Se a sua identidade depende de curtidas, elogios imediatos e aprovação digital, há uma dependência emocional instalada. Isso não é beleza; é cativeiro.
A Teopsicoterapia trabalha na restituição da identidade original — onde o valor não está no reflexo do espelho, mas no reflexo do Criador.
Estou a sua disposição, para atendimentos presenciais e On-Line, entre em contato comigo.
Néia Leite (@pastoraneialeite) Psicanalista, Teoterapeuta e Pastora. Atendimento de mulheres. Pós-graduada Teopsicoterapia, MBA em Teoterapia. Autora dos livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas". Trabalha profissionalmente no atendimento individual Teoterapêutico e grupos para mulheres. Atendimento presencial e On-Line.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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