Rabino cobra ação de Israel para erguer sinagoga no Monte do Templo: “Chegou a hora”

Em frente ao Monte do Templo, o rabino Shmuel Eliyahu declarou que os judeus têm o direito de orar em seu local mais sagrado.

Fonte: Guiame, com informações do Israel365Atualizado: segunda-feira, 18 de maio de 2026 às 15:04
Monte do Templo; no destaque, rabino Shmuel Eliyahu. (Foto: Konrad Hofmann / Unsplash; Wikimedia)
Monte do Templo; no destaque, rabino Shmuel Eliyahu. (Foto: Konrad Hofmann / Unsplash; Wikimedia)

O rabino-chefe de Tzfat (Safed) e membro do Conselho do Rabinato-Chefe, Shmuel Eliyahu, apelou ao primeiro‑ministro Benjamim Netanyahu e aos ministros do governo para que acelerem a construção de uma sinagoga no Monte do Templo.

O apelo ocorreu na manhã de sexta-feira, em meio às celebrações do Dia de Jerusalém, durante seu discurso diante do Monte do Templo.

Falas de Eliyahu exigindo a construção da sinagoga repercutiram na mídia e nas redes sociais israelenses:

“Vejam a mesquita atrás de mim, Al‑Aqsa – essa é do exílio”, afirmou o rabino, referindo‑se às estruturas atualmente erguidas no local.

Ele prosseguiu: “Durante 2.000 anos estivemos no exílio; nesse período, construíram esta estrutura aqui. Mas, na verdade, o Primeiro e o Segundo Templos estiveram neste lugar – e o Terceiro Templo estará aqui. Isso é um fato.”

Eliyahu enfatizou: “Enquanto isso, até que o Templo seja reconstruído, é necessário que haja uma sinagoga aqui. Os muçulmanos já entendem que este lugar não lhes pertence; precisamos assumi‑lo.”

Durante o discurso, o rabino também mencionou seu pai, o falecido rabino‑chefe sefardita Mordechai Eliyahu, que anos antes havia determinado que uma sinagoga poderia ser estabelecida nas áreas do Monte do Templo onde, segundo a lei judaica, os judeus têm permissão para ascender.

Concluindo sua carta, o rabino Eliyahu fez um apelo direto à liderança política: “Este é o papel dos líderes, dos ministros do governo, do primeiro‑ministro. Uma sinagoga no Monte do Templo – chegou a hora.”

Legislação

A Lei de Proteção dos Lugares Sagrados, aprovada pelo Knesset em 27 de junho de 1967 – no mesmo dia em que Israel estendeu sua jurisdição sobre a Jerusalém unificada – assegura que os locais sagrados permaneçam acessíveis a todas as religiões, sem interferências, e criminaliza expressamente qualquer ato que restrinja a liberdade de acesso de fiéis de diferentes tradições aos espaços que consideram sagrados.

Os infratores podem receber até sete anos de prisão por profanar um local sagrado e até cinco anos por impedir o acesso. Na prática, a lei se aplica tanto a judeus quanto a muçulmanos – ao menos em teoria.

Mas, segundo o Israel365, a lei jamais foi aplicada de forma igualitária. O acesso judaico ao Monte do Templo é rigidamente limitado: restrito a horários específicos, proibido às sextas‑feiras, no Shabat e durante a noite nos dias úteis. Com frequência, judeus são impedidos de rezar no local e não podem realizar rituais religiosos.

Os muçulmanos, por sua vez, têm permissão para entrar 24 horas por dia, sete dias por semana, e todas as orações islâmicas são autorizadas, afirma o Israel365.

Israel delegou a administração religiosa interna do Monte ao Waqf Islâmico, uma fundação controlada pela Jordânia.

O resultado, segundo a publicação, é um paradoxo jurídico: o Estado que aprovou uma lei garantindo acesso religioso a todas as fés, na prática, nega esse direito aos judeus.

Cristãos também enfrentam restrições e são proibidos de orar ou exibir símbolos religiosos no local. A polícia israelense igualmente proíbe a exibição de bandeiras de Israel.

Sinagoga no Monte do Templo

Josh Wander faz parte da ONG liderada pelo rabino Eliyahu, que defende a construção de uma sinagoga no Monte do Templo. Ele diz:

“Há décadas existe uma pressão para criar uma sinagoga no Monte do Templo, que começou imediatamente após a libertação do monte em 1967, iniciada pelo antigo Rabino Chefe das Forças de Defesa de Israel, o Rabino Chefe Yisrael Goren. Essa pressão continuou com os esforços do Rishon LeZion (Rabino Chefe Sefardita de Israel), o Rabino Mordechai Eliyahu.”

“A construção de uma sinagoga permitiria o acesso direto ao Monte do Templo. Ao mesmo tempo, restringiria o acesso a áreas do monte que são questionáveis ​​do ponto de vista da Halachá (lei judaica), quanto à permissão de acesso. Isso garantiria que judeus que desconhecem a Halachá não se aventurassem inadvertidamente em áreas que possam ser questionáveis ​​ou problemáticas.”

“Assim, a construção de uma sinagoga resolveria diversos problemas, além de cumprir a lei israelense e criar uma presença judaica constante na montanha. Espiritualmente, poderíamos praticar o judaísmo de uma maneira que atualmente não podemos. Poderíamos fazer as orações da noite e talvez até mesmo o Shabat e os dias sagrados. Os judeus poderiam usar o Talit (xale de oração) e o Tefilin (filactérios) e ler um rolo da Torá.”

“Houve algumas opções diferentes quanto à localização da sinagoga. Alguns sugeriram que fosse na parte nordeste, perto de Shaar HaShevatim. Outros sugeriram que fosse no topo de Shaar HaRachamim (O Portão Dourado).”

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