Uma mulher desviada se reconciliou com Jesus após questionar a bondade de Deus durante um evangelismo de rua. Ferida pela igreja, ela chegou a buscar respostas na umbanda, mas afirmou que não encontrou a ajuda que procurava.
A mulher chamou a atenção de um grupo de cristãos liderados pelo evangelista Allan Machado durante uma ação nas ruas.
Enquanto Allan pregava o Evangelho, ela afirmou: “Me prova que Jesus é bom”. E o evangelista respondeu: “Se você tiver um minuto para mim, eu te provo que Ele é bom”.
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Acompanhado de uma equipe, ele ouviu o testemunho da mulher. Ela relatou que, após se afastar da igreja, buscou respostas na umbanda:
“Na umbanda, eles não me ajudaram quando eu precisei. O exu virou para mim e falou assim: ‘Você sabe que está aqui emprestada, porque você é luz. Você não tem que estar aqui’. Assim ele falou para mim”.
Ao ouvir o relato, Allan ficou impactado. Em seguida, ele explicou: “Ela era cristã, mulher de oração, o esposo dela era líder de louvor, mas infelizmente ela foi machucada e o motivo pelo qual ela se afastou da igreja é algo que me assusta”.
‘Apresentei Cristo, não a religião’
Segundo a mulher, ela se afastou de Jesus após uma experiência ruim na igreja onde congregava com o falecido esposo.
“A pastora me disse: ‘Você está levando a sua família para a maldade, porque não dá o dízimo’. E eu falei: ‘Eu não trabalho’. A gente não estava mais na igreja justamente por causa disso”, relembrou ela.
Ainda conversando com o evangelista, ela contou: “Hoje, meus filhos não acreditam mais em Deus. Porque eles viram orando, pedindo: ‘Deus, salva o meu marido, traz ele de volta’. Porque meu marido era levita”.
“Eu continuo com depressão. Tive crise de ansiedade. Falei: ‘Cadê você, Deus? Mostra para mim que o Senhor existe, que o Senhor me ama. Salva minha família’”, acrescentou.
Nesse momento, Allan contou que foi guiado pelo Espírito Santo para demonstrar o amor de Cristo e orientar a mulher à luz da Bíblia.
“Eu a ouvi. Não menosprezei a dor. O tempo daquela conversa foi essencial. Usei meu testemunho. Quando ela questionou a bondade de Deus em meio à dor, compartilhei minha história. Mesmo nas aflições, Cristo me sustentou. Jesus disse que no mundo teríamos aflições, mas Nele temos vitória. Apresentei Cristo, não a religião”, declarou ele.
‘Deus salvou sua família’
Depois de uma longa conversa, o evangelista testemunhou: “Deus salvou a família dela”. Nas ruas, eles deram as mãos e fizeram uma oração.
“Nessa tarde, eu entrego a minha vida a Ti. Senhor Jesus, transforma o meu ser. Eu preciso ser mudado. E se houver algum vício, se houver alguma depressão, ou ansiedade, ou qualquer doença emocional, que venha sair agora. Em nome de Jesus”.
“Senhor, obrigado Jesus. Por esse momento. Todos nós fomos sarados aqui. E nós cremos que o Senhor tenha algo a mais. Escreve o meu nome no Livro da Vida e no Cordeiro. Em nome de Jesus. Amém”, acrescentou Allan.
Antes de se despedir da mulher, ele a abençoou e pediu seu número de telefone para manter contato.
Como evangelizar pessoas feridas na fé?
Após o evangelismo, Allan aproveitou a oportunidade para destacar alguns princípios que considera essenciais para os cristãos refletirem antes de evangelizar pessoas feridas pela igreja:
“Ouça com atenção, principalmente quando a vida espiritual da pessoa estiver confusa. Enquanto ouve, peça ao Espírito Santo discernimento para compreender além das palavras”.
E continuou: “Antes de falar, entenda que existe uma alma ferida. No caso dela, as feridas vieram da religião, de uma igreja doente e de ensinos distorcidos. Nunca invalide a dor de alguém”.
O evangelista destacou que os cristão não devem abrir mão de corrigir com verdade e amor.
“Expliquei que o dízimo não está ligado à salvação, mas à gratidão e à fidelidade. Muitas pessoas apenas precisam ter seus conceitos alinhados à Palavra. Não ofereça a igreja como solução. Apresente um relacionamento com Jesus. Foi isso que transformou a minha vida”, disse ele.
“Não tente convencer pela força. Tenha sensibilidade para entender o tempo da pessoa e permita que Deus conduza cada etapa. Argumentos podem convencer, mas é o amor que abre o coração para receber a verdade”, concluiu Allan.
