Autoridades muçulmanas estão mantendo uma cristã de 15 anos em cativeiro, no estado de Kano, na Nigéria. A adolescente desapareceu no dia 1 de dezembro e seus familiares temem que ela tenha sido forçada a se converter ao islamismo.
Kabiru Usman, um pastor local, descobriu que Ummi Tambaya estava sendo detida pelo Conselho Hisbah, uma força religiosa de segurança encarregada de fazer cumprir a sharia (lei islâmica) entre os muçulmanos, no posto de Rogo.
“Após uma longa busca e esforços incansáveis, descobrimos que a menina estava sob a custódia do comandante da Hisbah de Rogo, Malam Sani, e que ela queria se converter ao Islã”, disse o pastor ao portal Sahara Reporters.
Segundo ele, mesmo após esforços do delegado responsável por Rogo e do chefe do distrito da aldeia, o comandante da Hisbah se recusou a liberar a adolescente.
Então, o pastor acusou o Departamento de Serviços de Segurança do Estado (DSS) da região de omissão.
“Estamos apelando às autoridades competentes para que nos ajudem. A família de Ummi está traumatizada, não sabemos como ela está agora e tememos que os culpados escapem impunes, pois já tivemos outros cinco casos semelhantes de conversões forçadas de nossas meninas na região”, destacou o pastor.
E continuou: “Eles mentiram para nós, dizendo que Ummi estava com pessoas ligadas aos direitos humanos, mas isso é mentira. O comandante da Hisbah sabe exatamente onde ela está. Que os responsáveis venham em nosso auxílio”.
“Pessoas próximas ao comandante da Hisbah revelaram que Abba Sheshu, Mansir Surajo e um indivíduo chamado Tasiu Bello foram os responsáveis por mantê-la em cativeiro durante um mês inteiro, apesar de sua doença mental, e a impediram de buscar ajuda médica”, acrescentou.
Apelo às autoridades
A família de Ummi disse que um jovem muçulmano, que já havia pedido ela em casamento várias vezes, mesmo após as recusas, planejou o sequestro.
Shamsu Tambaya, um parente de Ummi, relatou que o muçulmano a "influenciou" de tal forma que ela passou a não ouvir mais ninguém além dele.
“Havia um certo rapaz aqui, por quem tínhamos grande afeição. Vivíamos juntos em paz, apesar de pertencermos a religiões diferentes. Ele vinha conversando com ela em segredo”, contou ele ao Sahara Reporters.
Segundo ele, os sequestradores levaram a menina para vários lugares antes de entregá-la ao comandante da Hisbah: “Então, mais tarde, esse Sani veio e nos disse que a garota estava em um lugar melhor do que a nossa própria casa”.
Após uma exigência em dinheiro, a família pediu ajuda às autoridades e espera que o governo intervenha para trazer Ummi de volta. Eles também afirmam que a menina tem problemas de saúde mental e ainda não tem idade legal para mudar de religião:
"Se o governo quiser analisar essa questão para nós, que a análise e nos traga nossa filha de volta".
Um ex-muçulmano que hoje é evangelista também fez um apelo no Facebook pela libertação da menina:
“Por que os muçulmanos e a Hisbah violaram a lei ao sequestrar uma menina de 15 anos e convertê-la à força ao Islã? Eles devem libertar essa menina e devolvê-la aos seus pais e à igreja”.
A Nigéria está na 7ª posição da Lista Mundial de Vigilância 2026 da missão Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão.
