Ministros da Child Evangelism Fellowship (CEF), uma das principais organizações de evangelismo infantil do mundo, continuam levando Jesus a crianças no Oriente Médio, mesmo em meio a guerra atual.
Segundo a CBN News, os evangelistas estão enfrentando os perigos do conflito para pregar a crianças que ainda não conhecem o Evangelho.
"Eu estava conversando com Saide, que é nossa líder no Líbano e ela disse: 'A situação está difícil no momento. Bombas estão perto da minha casa, mas ainda estamos oferecendo nosso ministério'", contou Sam Rejoy, diretor do CEF no Oriente Médio, à CBN News.
“Nossa líder do Irã, que é refugiada em outro país, está tão animada com o que está acontecendo porque acredita que Deus está fazendo isso para que seu povo possa ouvir o Evangelho”, acrescentou.
E destacou: “Você pode ver os nossos trabalhadores saindo, mesmo com mísseis voando ao redor, e eles ainda estão se preparando para o ministério".
O líder explicou que o trabalho da missão se tornou ainda mais urgente na região afetada por conflitos. A equipe evangeliza até mesmo em campos de deslocados.
"Dois bilhões de crianças ao redor do mundo precisam ouvir o Evangelho e destes, cerca de 40% vivem no Oriente Médio. E a questão é, como diz a Bíblia 'Como eles ouvirão o Evangelho se alguém não for?'", explicou Sam.
A CEF evangeliza as crianças através dos Clubes de Boas Novas, que são encontros evangelísticos adaptados para a realidade local, feitos em casas, quintais, escolas e centros comunitários. A missão também usa a internet para alcançar o público infantil no Oriente Médio.
Enfrentando perseguição
Na região hostil ao cristianismo, os evangelistas da CEF enfrentam restrições e perseguição para levar as Boas Novas.
"A guerra pode ser algo novo na região agora, mas nossos trabalhadores e voluntários já enfrentaram muita oposição e desafios. Muitas vezes enfrentam ataques pessoais ou são proibidos de compartilhar publicamente o Evangelho", pontuou Sam.
Mesmo enfrentando dificuldades, o trabalho missionário tem dado muitos frutos. “Tinha um garotinho de 11 anos cuja família foi baleada bem na frente dele, e ele escapou. Seu avô o levou para um campo de refugiados e nossos trabalhadores o encontraram e compartilharam o Evangelho com ele e continuam ministrando a ele por todo o trauma psicológico que passou”, afirmou o líder.
