Recentemente, um grupo de muçulmanos invadiu a igreja liderada por Drake Haron, no campo de refugiados de Gorom, no Sudão do Sul, e o agrediu.
Convertido do Islã ao cristianismo, Haron já sabia que poderia enfrentar esse tipo de violência por causa de sua fé em Jesus.
O ataque, registrado em 28 de maio, rompeu o clima de relativa paz que marcava a pequena igreja dentro do campo de refugiados.
Haron, um cristão sudanês deslocado no campo de refugiados de Gorom, foi agredido dentro dos muros de sua própria igreja – um espaço que, para aquela comunidade, funciona não apenas como refúgio espiritual, mas como uma das últimas estruturas de segurança, dignidade e identidade coletiva em meio a um contexto já profundamente vulnerável.
“Para mim, ser cristão é um privilégio”, afirmou Haron. “O fato de Jesus ter morrido pelos meus pecados para que eu fosse salvo significa muito para mim. É por essa verdade que escolhi segui-lo e cumprir a sua vontade, que é anunciar o Evangelho.”
Perseguidos e deslocados
Os agressores ainda não foram identificados. O ataque foi gratuito e ocorreu dentro de um espaço que, por qualquer padrão de decência humana e pelas normas internacionais, deveria ser protegido.
Para cristãos perseguidos e deslocados, a igreja está longe de ser apenas um edifício. Ela é a última instituição de esperança que permanece de pé. É o lugar onde o trauma encontra espaço para ser elaborado, onde os deslocados redescobrem a irmandade e onde a fé continua viva apesar de todas as adversidades.
Quando a violência invade um espaço sagrado, ela não atinge apenas uma pessoa – fere toda uma comunidade de fé.
Vidas em risco
Para um grupo já vulnerável, o recado é devastador: nenhum lugar é realmente seguro. Ainda assim, Haron sabia que poderia enfrentar esse tipo de hostilidade quando deixou o Islã para seguir a Cristo.
“Para mim, tornar-me cristão vindo de uma família muçulmana coloca a mim e a muitos outros em risco, mas o lugar para onde Deus me levou vale a pena correr o risco”, afirmou.
“Do ponto de vista da carne, existe o medo. Mas, quando me lembro das promessas de Deus em Jesus Cristo, me torno ousado e forte. Essas ameaças nunca me fizeram reconsiderar minha decisão de seguir a Cristo.”
Apesar da dor e da incerteza, Haron permanece firme em sua fé e pediu orações e apoio.
“Peço que sempre nos incluam em suas orações para que permaneçamos firmes na fé e façamos a Sua vontade”, disse ele.
“Estamos otimistas de que nossas famílias muçulmanas serão salvas um dia pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo. Até lá, seremos diligentes para que não sejamos atacados e perseguidos enquanto pregamos o Evangelho.”
