Milhares de cristãos vão às ruas protestar por liberdade religiosa no Paquistão

Em três cidades, os manifestantes pediram igualdade e liberdade para minorias religiosas que enfrentam perseguição no país.

Fonte: Guiame, com informações de EWTN News e Christian DailyAtualizado: sexta-feira, 14 de agosto de 2026 às 18:19
Os manifestantes marcharam pedindo igualdade e liberdade para minorias religiosas. (Foto: Reprodução/Instagram/Dawn Today).
Os manifestantes marcharam pedindo igualdade e liberdade para minorias religiosas. (Foto: Reprodução/Instagram/Dawn Today).

Milhares de cristãos foram às ruas do Paquistão para pedir liberdade religiosa, na última terça-feira (11), que marcou o Dia Nacional das Minorias.

Protestos aconteceram simultaneamente nas cidades de Karachi, Faisalabad e Lahore, pedindo igualdade e liberdade para minorias religiosas que enfrentam perseguição no país.

Em Karachi, a maior cidade do Paquistão, mais de 2 mil manifestantes se reuniram no mausoléu do fundador do Paquistão, Muhammad Ali Jinnah, para participar da Marcha pelos Direitos das Minorias.

A multidão exibiu cartazes com os dizeres "Minha religião, minha vontade" e fotografias de vítimas de linchamentos, conversões forçadas e ataques, e líderes cristãos que foram assassinados por sua fé.

“Os jovens estão dizendo: ‘Vamos conquistar nossa liberdade’”, declarou Luke Victor, organizador da Marcha pelos Direitos das Minorias, à EWTN News.

 
 
 
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Em um momento de discursos no evento, vários palestrantes pediram o fim da discriminação baseada na fé e do extremismo violento contra minorias religiosas no país.

Eles também exigiram uma mudança na constituição paquistanesa para permitir que minorias religiosas pudessem ocupar cargos públicos, como presidentes ou primeiros-ministros.

Os organizadores da Marcha pelos Direitos das Minorias divulgaram uma carta solicitando 11 mudanças em prol das minorias religiosas, como representação política mais forte, reformas curriculares, proteção das propriedades e locais de culto, medidas contra abusos de leis de blasfêmia, e a criação de comissões independentes de direitos das minorias.

Os líderes da Marcha afirmaram que o aumento da violência e ataques contra minorias causam medo e insegurança, principalmente entre os jovens.

 
 
 
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Na cidade de Faisalabad, liderados pelo advogado cristão Akmal Bhatti, manifestantes se reuniram em um comício pedindo a garantia da liberdade religiosa.

Os participantes reivindicaram a proibição da conversão forçada de menores de idade, uma cota de 5% para minorias em serviços públicos e instituições educacionais, remoção de qualificações religiosas para atuar como presidente e primeiro-ministro, e a criação de uma Comissão Nacional de Direitos das Minorias.

Dia Nacional das Minorias

O grupo de minorias religiosas no Paquistão é formado por cristãos, hindus, sikhs, ahmadis, baha'is, zoroastrianos, budistas e seguidores da fé indígena Kalash.

O dia 11 de agosto foi declarado Dia Nacional das Minorias em 2009, em homenagem a Shahbaz Bhatti, o primeiro ministro federal católico do Paquistão, que defendeu a liberdade religiosa.

Em março de 2011, Bhatti foi assassinado em frente à sua casa. Dois homens armados dispararam balas contra seu carro e deixaram panfletos o chamando de cristão "infiel".

O Paquistão, cuja população é 96% muçulmana, ficou em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, dos lugares mais difíceis para ser cristão.

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