Um grupo de socorristas venezuelanos se ajoelhou para orar antes de iniciar os trabalhos de resgate em Pereira, na Colômbia. Eles deixaram a Venezuela, que ainda se recupera de uma tragédia semelhante, para ajudar nas buscas em meio aos destroços deixados pelo terremoto.
Antes de começar o trabalho, os socorristas se reuniram e entregaram as ações de resgate ao Senhor de joelhos nas ruas.
“Primeiro, vamos orar a Deus. Vamos nos ajoelhar, senhores”, disse um homem antes de iniciar a oração.
E continuou: “Pai Celestial, neste momento pedimos a tua proteção sobre o trabalho que estamos prestes a realizar. Nos entregamos ao teu Espírito Santo, em nome de Jesus”.
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Além de interceder pela segurança da equipe, o socorrista também pediu que Deus os ajudasse a localizar e resgatar uma pessoa que ainda poderia estar viva:
“Pedimos também pela segurança de toda a nossa equipe e pela orientação dos nossos anjos da guarda, para que possamos alcançar, localizar e resgatar a pessoa que está, certamente viva. Em nome de Jesus. Amém”.
A situação na Colômbia
Após a oração, os profissionais seguiram para os trabalhos de busca e resgate em Pereira, uma das cidades atingidas pelo terremoto.
Segundo o g1, a região ainda enfrenta as consequências da tragédia. Centenas de pessoas passaram a noite em colchonetes ou barracas em um abrigo improvisado em um parque. Os coordenadores relatam falta de cobertores, barracas, produtos de higiene e alimentos.
De acordo com um relatório da unidade de gestão de desastres, 14.493 casas foram destruídas e outras 81.506 ficaram danificadas. Muitas famílias continuam fora de casa enquanto aguardam informações sobre a segurança dos prédios atingidos e temem novos desabamentos.
Na Colômbia, o terremoto que atingiu o país no dia 10 de agosto já deixou 294 mortos e 3.935 feridos, segundo a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). Outras 320 pessoas continuam desaparecidas. Ao todo, 14.493 casas foram destruídas e 81.506 ficaram danificadas.
Milhares de colombianos seguem em acampamentos enquanto as equipes de resgate procuram sobreviventes entre os escombros. A janela de 72 horas, em que há maior probabilidade de localizar um sobrevivente, terminou na manhã de quinta-feira (13).
Mesmo assim, as equipes afirmam que não vão parar enquanto houver possibilidade de encontrar alguém com vida.
