Empresária cristã é ameaçada por LGBTs após recusar vestido de noiva para lésbicas

A empresária recebeu uma mensagem enviada por um homem, que disse que iria destruir sua loja e estava preparando 'surpresas' para ela e sua família.

Fonte: Guiame, com informações do Christian PostAtualizado: terça-feira, 1 de agosto de 2017 às 14:37
Vestido de noiva, exposto em loja dos EUA. (Foto: Wedding Wire)
Vestido de noiva, exposto em loja dos EUA. (Foto: Wedding Wire)

Uma loja de noivas de uma empresária cristã na Pensilvânia (EUA) acabou sendo temporariamente fechada e agora está apenas cumprindo sua agenda prévia com os compromissos já agendados, depois que sua proprietária recebeu ameaças graves de militantes LGBT, porque a loja se recusou a vender um vestido de noiva a um casal de lésbicas. A informação foi confirmada por uma fonte próxima da situação ao site 'The Christian Post'.

No dia 8 de julho, um casal de lésbicas de West Pittston (Pensilvânia), viajou cerca de uma hora até a cidade de Bloomsberg, onde visitaram a loja 'W.W. Bridal Boutique'. A jovem, Julie Ann Samanas, de 30 anos e sua parceira Shannon Kennedy, de 34 anos, estavam em busca de um vestido de casamento para que Samanas vestisse na cerimônia de casamento delas, em março de 2018.

No entanto, as mulheres foram informadas na 'W.W. Bridal' - a qual já foi alvo de outros protestos de ativistas LGBT e da mídia esquerdista em 2014 por recusar uma encomenda de um casal do mesmo sexo - que a loja não poderia atender o pedido delas seu pedido porque seus donos são cristãos e o casamento gay vai contra seus princípios de fé.

De acordo com a agência pró-LGBT 'Philadelphia Gay News' (PGN), Julie Ann, Shannon e a irmã de Samanas tentaram entregar a uma das duas mulheres que trabalhavam na boutique, um formulário com as informações de seu pedido, mas a atendente ressaltou as questões de fé cristã que impediam que aquela encomenda fosse atendida.

O casal usou o Facebook para discutir como lhes foi negado o serviço e marcaram a página da 'W.W. Bridal Boutique' no post. De acordo com a PGN, a loja inicialmente respondeu com uma publicação no Facebook, mas este post já foi excluído.

"Os donos da 'W.W. Bridal Boutique' se reservam aos direitos que lhes são conferidos pela Primeira Emenda da Constituição para viver suas vidas de acordo com sua fé", dizia a publicação na página oficial da loja. "Continuaremos a servir nossos clientes com base nos princípios da nossa fé".

Após o relatório da 'PGN', os pontos de vista de esquerda reconhecidos nacionalmente, como Huffington Post e Yahoo Style, foram retirados do artigo. A co-proprietária da loja, Victoria Miller, disse ao 'Huffington Post' em um e-mail que sua recusa foi baseada em uma questão de princípios bíblicos de fé.

"Nós fornecemos roupas para nossas clientes de todos o outros setores da vida, incluindo a comunidade LGBTQ. Nós sempre servimos a todos com respeito e dignidade", escreveu Miller. "Mas especificamente neste evento, um casamento entre pessoas do mesmo sexo, não podemos participar, devido às nossas convicções pessoais".

"Nós simplesmente pedimos que possamos desfrutar da mesma capacidade de viver nossas vidas de acordo com nossas convicções", acrescentou.

Alguns militantes LGBT não responderam muito gentilmente às justificativas da 'W.W. Bridal' sobre o antedimento a Samanas e Kennedy.

De acordo com Rich Penkoski, um pastor do oeste do estado da Virgínia que esteve em contato com Miller e sua família e até assumiu os a administração na página do Facebook da loja de roupas para casamentos e festas, Miller decidiu fechar sua loja temporariamente e apenas cumprir os compromissos já agendados.

A decisão, segundo Penkoski, se deve, em parte, ao fato de que ela e sua família foram ameaçados por uma pessoa irritada com sua escolha de recusar o serviço para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Penkoski compartilhou áudio de uma mensagem de voz que a loja recebeu na terça-feira com a CP.

"Você são uns estúpidos fanáticos da p****. Nós vamos pegar você e sua família", declarou um na mensagem de voz. "Nós vamos destruir sua loja e fazer você se sentir tão mal como você fez essas pessoas se sentirem. Vocês são a escória dos fanáticos da p****. Você vai rodar feio e junto com você vão todos seus funcionários e suas famílias. Acabou!".

Penkoski, que também recebeu ameaças por dirigir o ministério online e a página do Facebook "Warriors for Christ" ("Guerreiros por Cristo"), disse ao Christian Post que Miller dirige uma empresa familiar e trabalha com suas filhas.

"Elas passaram por isso em 2014, mas esta situação por algum motivo ficou mais grave", disse Penkoski na última quarta-feira. "Elas receberam uma mensagem de alguém hoje chamado Danny, que disse que já tinha algumas 'surpresas preparadas para elas".

Penkoski enfatizou que ele não trabalha para a 'W.W. Bridal' e só está tentando ajudar a loja durante esse período. O Christian Post buscou a gerência da 'W.W. Bridal' para comentar o caso, mas não recebeu resposta a tempo de publicar a matéria.

 

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