Um pastor e escritor norte-americano que investigou mais de mil experiências de quase morte afirma ter encontrado evidências consistentes de que muitos desses casos são reais.
John Burke contou que já foi cético tanto em relação à experiências sobrenaturais quanto à fé cristã.
“Eu não só não acreditava em experiências de quase morte, como também não acreditava em Jesus ou em Deus. Há muitas décadas, meu pai estava morrendo de câncer e alguém lhe deu a primeira pesquisa que apresentava o termo experiência de quase morte”, disse ele à CBN News.
John decidiu ler o material em busca de provas. No livro, ele encontrou relatos de pessoas que haviam sido declaradas clinicamente mortas e foram ressuscitadas. Ele notou que muitas das pessoas que vivenciaram essas experiências afirmavam ter visto Jesus.
“Foi aí que minha jornada de fé começou, porque muitas pessoas viram Jesus. Eu pensei: 'É melhor eu me abrir para a Bíblia'. Então comecei a ler e estudar a Bíblia, e cheguei à fé”, contou ele.
Uma nova perspectiva
Com o tempo, sua curiosidade se transformou em uma investigação de 1.500 casos reais. Então, ao lado da esposa, Kathy Burke, John escreveu o livro “Imagine the God of Heaven Devotional: 60 Reflections on the Heart of God from the Bible and Near-Death Experiences” (“Imagine o Deus do Céu: 60 Reflexões sobre o Coração de Deus a partir da Bíblia e Experiências de Quase Morte”).
“O que eu escrevo é sobre como as semelhanças realmente se relacionam com a Bíblia e qual é a expectativa bíblica sobre o Céu, o inferno e Deus”, explicou ele.
Já sua esposa afirmou ter tido uma trajetória de fé diferente e disse não se lembrar de uma época em que não fosse cristã:
“As verdades bíblicas sempre foram uma parte importante da minha vida, e eu gostei de poder me apoiar nelas. E eu sei que elas são reais”.
Ainda assim, as experiências de quase morte despertaram seu interesse e aprofundaram sua convicção espiritual.
“Isso realmente me deu uma nova perspectiva e fortaleceu minha fé”, disse ela.
John destacou que muitos dos entrevistados ocupavam cargos de alta responsabilidade, como executivos, médicos, pilotos e advogados. Segundo ele, essas pessoas não teriam motivação financeira para inventar histórias.
“Elas não precisam de dinheiro e não têm nada a ganhar inventando histórias malucas e fantasiosas sobre morrer, ir para o céu e ver Jesus, e ainda assim, afirmam constantemente que foi a coisa mais real que já lhes aconteceu”, relatou ele.
‘Não contradiz a Bíblia’
O pastor acredita que essas narrativas têm inspirado pessoas em diferentes partes do mundo e que podem levar leitores de volta à Deus.
“Isso também nos lembra que nem tudo está perdido. Deus não mudou, Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre, então precisamos manter o foco Nele, e ainda podemos encontrar paz, alegria, amor e bondade, porque somos feitos à sua imagem”, disse Kathy.
Apesar da repercussão, as experiências de quase morte não são aceitas como experiências legítimas pela comunidade científica e também enfrentam críticas de muitos cristãos.
“Deus opera em um mistério maior do que, às vezes, estamos dispostos a admitir na igreja e em nossa teologia convencional. E Deus não sente nenhuma necessidade ou restrição quanto ao limite em que tentamos colocá-lo”, declarou John.
Ele concluiu: “O que estamos tentando fazer nestes livros é ajudar as pessoas a verem: 'Não, isso não contradiz o que Deus vem dizendo nas Escrituras o tempo todo — na verdade, está em concordância com isso'”.
