O pastor e escritor Francis Chan, do ministério Crazy Love (Louco Amor), foi um dos líderes que ministraram na segunda edição do The Send Brasil, realizada neste sábado (31).
O encontro, com duração de 12 horas, aconteceu simultaneamente em cinco estádios brasileiros e reuniu milhares de cristãos com o propósito de mobilização missionária, oração e envio.
Em uma mensagem profunda sobre o chamado missionário, marcada por alertas sobre riscos e perigos, mas principalmente sobre compromisso, Chan deixou claro desde o início que não se tratava de um apelo emocional.
“Alguns de vocês vão dizer ‘sim’ para esse chamado, e isso pode custar a sua vida”, afirmou, ressaltando que a decisão pelo envio missionário não nasce da empolgação, mas de uma convicção gerada pelo Espírito Santo.
Bilhões não conhecem Jesus
Durante sua fala, Chan destacou um dado alarmante: 3,4 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso ao Evangelho, o que evidencia a extrema necessidade de envio missionário.
Ele explicou que eventos como o The Send não se tratam de um ajuntamento, mas de um propósito, no qual aqueles que aceitam o envio precisam assumir um compromisso real.
Em seguida, Chan alertou sobre os riscos de movimentos que deixam de enviar pessoas às nações”
“Eu já vi isso acontecer nos Estados Unidos, onde a gente tem momentos assim, ajuntamentos muito grandes. Mas, quando a gente para de enviar as pessoas para as nações e começa a ficar seguro demais, a gente começa a perder a presença de Deus”.
Segundo ele, enquanto multidões celebram em grandes eventos cristãos, bilhões de pessoas jamais ouviram sequer o nome de Jesus, e hoje há apenas cerca de 12 mil missionários dedicados a povos não alcançados.
“É uma alegria ver vocês aqui gritando e louvando. Mas esses 3,4 bilhões de pessoas não ouviram nem falar de Jesus. Eles não têm ninguém compartilhando com eles quem Jesus é”, afirmou.
O líder enfatizou que o mover que a igreja ora para ver no Brasil precisa resultar em envio concreto, e não apenas em encontros marcados pela empolgação.
“Mas hoje nós cremos que haverá um mover de Deus no Brasil. Nós estamos orando para que milhares de brasileiros venham dizer ‘sim’ a esse chamado”, declarou.
Compromisso de quatro anos
Chan apresentou o compromisso proposto pelo movimento: quatro anos de dedicação missionária, sendo um ano de treinamento e três anos vivendo entre um povo não alcançado — aprendendo a língua, a cultura e compartilhando o amor de Cristo de forma encarnada.
Ele fez questão de alertar que esse chamado envolve riscos reais e possíveis perdas, inclusive da própria vida.
“Não queremos que você faça isso por hype. Se for por empolgação, você vai desistir quando ficar difícil”, alertou.
Para Chan, somente um chamado legítimo, confirmado pelo Espírito Santo, sustenta alguém diante da perseguição, do sofrimento e da rejeição.
Ao abrir as Escrituras em Mateus 28, Chan lembrou que a promessa da presença constante de Jesus está diretamente ligada ao mandamento de ir às nações.
“Se você quer experimentar a presença de Deus, precisa ir”, afirmou.
Ele advertiu que igrejas e movimentos que deixam de enviar pessoas às nações e passam a buscar apenas segurança e conforto acabam perdendo sensibilidade espiritual.
“Se você quer experimentar a presença de Deus, precisa ir”, afirmou. Segundo ele, a disposição para o envio é parte essencial da fé cristã: “Primeiramente, todos nós devemos estar dispostos a ir. É isso que significa ter Jesus como Senhor sobre as nossas vidas”.
“Por isso, eu quero que você escute a voz de Deus hoje, porque talvez Ele esteja te chamando a se comprometer com algo sério”, alertou.
Sem aplausos
Ele lembrou que alguns serão enviados e não verão avivamento, nem conversões, mas ainda assim glorificarão a Deus por meio da fidelidade.
“Talvez você apenas seja fiel. E, no fim da sua vida, Deus diga: ‘Muito bem, servo bom e fiel’”, declarou.
Para o pastor, essa aprovação de Deus precisa ser suficiente, mesmo quando não há reconhecimento humano, números ou aplausos.
Encerrando sua mensagem, Chan confrontou os sonhos de popularidade e influência que marcam a cultura atual.
Ele desafiou os jovens a pensar no propósito real da vida e no tipo de reconhecimento que realmente importa:
“Qual é o seu objetivo de vida? É terminar esta vida e ouvir Deus dizer: ‘Muito bem’?”
Chan relembrou o peso espiritual daquele momento no The Send:
“Eu falei com você no The Send, e eu te disse diretamente: isso seria difícil. E, ainda assim, você levantou a sua mão e seguiu em frente.”
Chamado nasce do Espírito Santo
Ele advertiu que decisões tomadas apenas pela emoção não permanecem:
“Nós não queremos que você faça isso por empolgação, porque isso não vai durar. Assim que ficar difícil, você vai abandonar.”
Por isso, enfatizou que não desejava persuadir ninguém humanamente:
“É por isso que eu não quero te convencer a fazer algo. Porque, se eu te convencer, alguém pode te convencer do contrário. O inimigo pode te convencer do contrário.”
Chan concluiu apontando para a origem verdadeira de um chamado autêntico:
“Mas, quando isso é um chamado que nasce do Espírito Santo, há um fogo, uma confiança, uma convicção dentro de você, em que você sabe: ‘Esse é o meu chamado.’”
Assista a transmissão do The Send Brasil 2026 na íntegra:
