Em carta, ateus pedem a xerife que pare de expressar sua fé em público

"Não tenho nada do que me envergonhar", disse Watson. "Eu era cristão antes de ser eleito xerife, e vou continuar sendo cristão depois que eu não for mais xerife."

Fonte: Guiame, com informações de WRCB TVAtualizado: quinta-feira, 7 de abril de 2016 às 15:33
Xerife Eric Watson, responsável pelo Condado de Bradley, nos Estados Unidos. (Foto: Associated Press/Times Free Press)
Xerife Eric Watson, responsável pelo Condado de Bradley, nos Estados Unidos. (Foto: Associated Press/Times Free Press)

"Se você não gosta da página no Facebook, acesse a página de outra pessoa". Essa foi a resposta do xerife Eric Watson, responsável pelo Condado de Bradley (EUA), em réplica às reclamações feitas por ateus sobre sua mensagem de páscoa na rede social.

No último domingo de páscoa, a página Bradley County Sheriff publicou um versículo da Bíblia junto a foto de uma cruz, com a mensagem: "Ele ressuscitou".

Depois da postagem, o Centro Legal de Ateus Americanos (AALC, na sigla em inglês) enviou uma carta a Watson, pedindo que ele parasse de promover o cristianismo em seu papel de xerife.

"Não tenho nada do que me envergonhar", disse Watson. "Eu era cristão antes de ser eleito xerife, e vou continuar sendo cristão depois que eu não for mais xerife."

A carta enviada pela AALC relembra outras mensagens com referências cristãs publicadas pelo Condado de Bradley no Facebook, condenando que "o Gabinete do xerife do Condado de Bradley disse ‘Feliz Natal’".

"Temos esperança de que após esta carta, o xerife do Condado de Bradley veja que sua comunidade inclui muitas pessoas não-religiosas também, e elas merecem ser tratadas com o mesmo respeito, dignidade e reconhecimento que os cristãos", alegou AALC na carta.

Watson afirma que suas crenças não interferem em seu trabalho, nem ditam como o seu departamento responde.

"Nós amamos todas as pessoas aqui no Condado de Bradley. Nós amamos os incrédulos, assim como os que creem, e eles são todos tratados da mesma forma", disse Watson. "Quando você chama o 911, você não questionado se é crente ou não. Nós respondemos da mesma forma a todas as pessoas."

De acordo com os advogados, os funcionários do governo podem expressar suas opiniões religiosas, desde que suas crenças não afetem as políticas do departamento.

"Qualquer funcionário público pode fazer valer os seus pontos de vista religiosos sem medo de represálias", disse o advogado James Logan. "Opiniões religiosas de funcionários públicos são um assunto que eles podem discutir."

Mais do Guiame

O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições