EUA e Irã anunciam acordo de paz; Trump diz que navios já circulam no Estreito de Ormuz

Entendimento entre os dois países encerra operações militares e, segundo Trump, restabelece a navegação pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Fonte: Guiame, com informações da Reuters e CBS NewsAtualizado: segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 15:37
Estreito de Ormuz visto por satélite; em destaque, Masoud Pezeshkian e Donald Trump. (Foto: NASA/Wikimedia Commons)
Estreito de Ormuz visto por satélite; em destaque, Masoud Pezeshkian e Donald Trump. (Foto: NASA/Wikimedia Commons)

Os EUA e o Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo de paz que prevê o encerramento das operações militares entre os dois países após meses de tensão e confrontos na região do Oriente Médio.

A informação foi confirmada pela televisão estatal iraniana e pelo presidente americano, Donald Trump.

 
 
 
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Trump afirmou nesta segunda-feira (15) que embarcações já voltaram a navegar pelo Estreito de Ormuz, sinalizando o início da normalização do tráfego marítimo na região após o acordo firmado entre Washington e Teerã.

O anúncio do acordo foi feito por Trump em seu perfil oficial na Truth Social. Posteriormente, a publicação foi compartilhada pela Casa Branca no Instagram. Na mensagem, o presidente escreveu:

“O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!

Por meio deste, autorizo plenamente a abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos.

Navios do mundo, deem partida em seus motores. Deixem o petróleo fluir!”

 
 
 
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O estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás, e sua normalização foi recebida com alívio pelos mercados internacionais.

O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador das negociações.

Em comunicado, ele afirmou que as partes concordaram com a “terminação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes”, incluindo os confrontos relacionados ao Líbano.

De acordo com Sharif, uma cerimônia formal de assinatura do acordo deverá ocorrer na Suíça na sexta-feira (19).

O entendimento é considerado preliminar e abre caminho para novas negociações sobre questões mais complexas, como o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções econômicas impostas a Teerã.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, informou que um cessar-fogo de 60 dias servirá como período para a construção de um acordo mais amplo entre as partes.

Entre os temas que deverão ser discutidos estão garantias relacionadas ao desenvolvimento nuclear iraniano e futuras medidas econômicas.

Reações

A notícia foi recebida positivamente por diversos governos e organismos internacionais. Países da Europa, do Oriente Médio e da Ásia manifestaram apoio à iniciativa.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, comemorou nesta segunda-feira o acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e afirmou que a União Europeia está disposta a colaborar na construção de uma paz duradoura na região.

Em publicação nas redes sociais, Costa declarou: “Aguardo com expectativa o fim desta guerra custosa e o restabelecimento pleno da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.

Ele também ressaltou que o bloco europeu está pronto para contribuir com os esforços diplomáticos que garantam estabilidade e segurança a longo prazo.

Desafios

Apesar do anúncio, analistas observam que o acordo ainda enfrenta desafios.

Questões envolvendo o programa nuclear iraniano, a influência de grupos aliados de Teerã na região e divergências entre os envolvidos permanecem em aberto.

Ainda assim, o entendimento é visto como um dos movimentos diplomáticos mais significativos dos últimos anos para a estabilidade do Oriente Médio.

 

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