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Israel

Milei visita Israel, vai ao Muro das Lamentações e confirma embaixada em Jerusalém

Presidente argentino vai ao Muro das Lamentações ao chegar em Israel e reforça laços com anúncio da embaixada em Jerusalém.

Fonte: Guiame, com informações do Times of IsraelAtualizado: segunda-feira, 20 de abril de 2026 às 12:55
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (à direita) junto ao presidente argentino Javier Milei em Jerusalém, em 19 de abril de 2026. (Foto: Kobi Gideon/GPO)
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (à direita) junto ao presidente argentino Javier Milei em Jerusalém, em 19 de abril de 2026. (Foto: Kobi Gideon/GPO)

O presidente da Argentina, Javier Milei, chegou a Israel neste domingo (19) para uma visita oficial marcada pelo fortalecimento das relações diplomáticas entre os dois países e pela confirmação da abertura da embaixada argentina em Jerusalém.

Assim que desembarcou no país, Milei seguiu diretamente para o Muro das Lamentações, um dos locais mais sagrados do judaísmo.

É a terceira visita oficial do presidente argentino a Israel desde que assumiu o cargo e, novamente, ele escolheu iniciar sua agenda no centro espiritual do povo judeu.

Recebido por autoridades religiosas, Milei participou de um momento de oração, recitou um salmo e demonstrou forte emoção durante a visita.

Segundo relatos da imprensa local, Milei afirmou considerar aquele o lugar mais importante para ele.

Durante a agenda oficial, Milei se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Segundo o Times of Israel, os líderes também assinaram os Acordos de Isaac e uma série de compromissos estratégicos nas áreas de segurança e inteligência artificial.

O nome dos acordos faz referência aos Acordos de Abraão, assinados em 2020, que normalizaram as relações com diversos países árabes e visam promover laços com países do Hemisfério Ocidental.

Também foi anunciado que voos diretos entre os dois países começarão até o final do ano.

Acordos de Isaac

Ao se encontrarem em Jerusalém, os dois líderes se cumprimentaram com um abraço. Em tom descontraído, Netanyahu comentou a semelhança entre “Javier” e a palavra hebraica chaver, que significa amigo.

Antes da reunião, ambos posaram para os fotógrafos fazendo sinal de positivo, enquanto Netanyahu declarou ao presidente argentino Javier Milei: “Fico muito feliz em saber que você está aqui”.

Os líderes também foram acompanhados pelo ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa'ar, pela ministra dos Transportes, Miri Regev, pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e pelo embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee.

Milei (à esquerda), Netanyahu (ao centro) e o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, em uma cerimônia em Jerusalém em 19 de abril de 2026. (Kobi Gideon/ GPO)

Durante discurso na cerimônia de assinatura dos Acordos de Isaac, realizada no gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu afirmou que as recentes mudanças políticas na América do Sul — em provável referência à eleição de governos de direita e pró-Ocidente — representam o retorno da “aliança da liberdade”.

“Tudo começa com nós dois e com o apoio que sempre existe por parte dos EUA para as sociedades livres”, disse ele, expressando a esperança de que o modelo dos Acordos de Abraão possa ser aplicado à América Latina.

"Tivemos Abraão, e agora temos Isaque. O que serão os Acordos de Jacó?", brincou o primeiro-ministro.

A Iniciativa Milei reunirá “os descendentes de Isaac e as nações da tradição judaico-cristã, em defesa da liberdade e da democracia, e na luta contra o terrorismo, o antissemitismo e o tráfico de drogas”, segundo declaração conjunta divulgada posteriormente pelos governos.

Milei classificou o lançamento dos acordos como "um momento histórico para nossas nações".

“Isso não apenas fortalecerá a relação entre a Argentina e Israel, unidos por valores compartilhados, mas também representa um passo rumo a um hemisfério mais livre e próspero”, disse ele.

“A Argentina e Israel são irmãos na dor desde o ataque terrorista à embaixada em Buenos Aires”, acrescentou, referindo-se ao atentado mortal de 1992 contra a embaixada de Israel na Argentina, atribuído ao Irã.

Embaixada em Jerusalém

No início do ano, a Argentina teria colocado em pausa os planos de transferir sua embaixada para Jerusalém, em meio a tensões entre Benjamin Netanyahu e Javier Milei.

O impasse estaria relacionado aos planos da Navitas Petroleum de realizar perfurações marítimas nas disputadas Ilhas Malvinas, com início previsto para 2028.

Apesar disso, Milei reafirmou a decisão durante a visita oficial: “Hoje estamos exigindo justiça e transferiremos a embaixada para Jerusalém”.

A mudança da embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém havia sido anunciada por Milei ainda em 2024, poucos meses após assumir o governo. Agora, a visita oficial marca mais um passo concreto no cumprimento dessa promessa.

Esta é a terceira viagem de Milei a Israel desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, demonstrando a aproximação inédita entre os governos. O presidente argentino deve permanecer no país até terça-feira (21).

A mudança da Argentina faria dela o oitavo país a transferir sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, depois dos EUA, Guatemala, Honduras, Fiji, Kosovo, Papua Nova Guiné e Paraguai.

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