A cantora e compositora Dolly Parton faleceu aos 80 anos de idade, nos Estados Unidos. A notícia do falecimento foi dada pelo seu sobrinho, Bryan Seaver, em nome da família, no Instagram, nesta terça-feira (25).
"Este anúncio em vídeo é algo que a Dolly me pediu anos atrás, antes que eu assimilasse plenamente essa realidade futura. Como chefe de segurança dela por mais de duas décadas — função que meu pai, Larry, exerceu antes de mim —, eu imaginava o peso deste momento, mas não o havia sentido de verdade até agora”, afirmou Bryan.
"É uma honra; uma honra que se mistura a um orgulho absoluto e a uma profunda tristeza. Mas a tristeza fica conosco, não com a Dolly. A Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, certamente recebida por Carl, por seus pais e por inúmeras outras pessoas que a acompanharam e ansiavam por encontrá-la no Céu”.
Ver essa foto no Instagram
A causa da morte não foi divulgada. Em outubro do ano passado, a irmã da cantora, Freida Parton, pediu oração por Dolly.
Meses antes, Parton anunciou uma pausa na carreira para descansar. "Embora eu ainda vá conseguir trabalhar em todos os meus projetos aqui de Nashville, só preciso de um tempinho para ficar pronta para os palcos, como se diz. E não se preocupem com a possibilidade de eu abandonar a carreira, porque Deus ainda não me disse para parar”, declarou ela
Na época, Dolly explicou aos fãs que estava seguindo a orientação do Senhor para descansar.
“Ele está me pedindo para desacelerar agora, para que eu possa estar pronta para mais grandes aventuras com todos vocês. Amo vocês e agradeço pela compreensão”, afirmou.
Fé em Jesus
Além de suas composições comoventes e figurinos brilhantes, Dolly Parton era conhecida por sua fé em Jesus.
Quando seu esposo, Carl, faleceu em março de 2025, após quase 60 anos de casamento, a cantora revelou que a esperança de reencontrá-lo no Céu era o que lhe dava forças em meio ao luto.
"Sou uma pessoa de fé, e realmente acredito que um dia vou vê-lo novamente. E eu o vejo todos os dias nas minhas memórias e no meu coração, e em todas as coisas que costumávamos fazer e todas as coisas que construímos juntos. Eu só tenho que aprender a fazer novos planos — mas essa é a parte mais difícil”, comentou ela.
Origem humilde
Dolly nasceu em uma família pobre e cresceu em uma cabana de madeira nas montanhas do Tennessee.
Ela começou a cantar na igreja de seu avô. “Crescemos na igreja e meu avô era pregador pentecostal. Então curar, orar, ser ungido e tudo mais, isso não era novidade para nós, porque sobrevivemos por causa da nossa fé em Deus para nos ajudar”, contou Parton em uma entrevista ao The Christian Post, em 2019.
Na infância, uma senhora declarou a ela que havia sido ungida por Deus. “Nunca deixei isso de lado. Sempre senti, diante de Deus, a responsabilidade de fazer algo por Ele. Ainda me sinto assim e continuo fazendo isso — ou tentando. Pecando pelo caminho, mas dando o meu melhor e pedindo perdão setenta vezes sete”, revelou.
Com 18 anos de idade, Dolly deixou o interior do Tennessee e se mudou para Nashville para tentar viver sua paixão pela música.
Logo, a jovem iniciou uma carreira de sucesso como cantora e atriz, vendendo mais de 100 milhões de álbuns no mundo todo e ganhando inúmeros prêmios.
Ao longo de sua vida, Dolly escreveu centenas de canções, incluindo clássicos como "Jolene", "Coat of Many Colors" e "I Will Always Love You".
A cantora, que tocava banjos, violão e dulcimers, também era conhecida como uma filantropa generosa.
“Todos os dias, oro para que Deus me guie e afaste da minha vida tudo o que for errado e as pessoas erradas, trazendo o que for certo e as pessoas certas; que Ele me permita glorificá-Lo e fazer algo neste mundo para torná-lo um pouco melhor. E que eu possa ser uma luz e um instrumento a ser usado”, disse Parton sobre seu trabalho social.
