Pró-vida: Milhares marcham contra o aborto e a eutanásia em Paris

“Muitas pessoas buscam a eutanásia, não por estarem no fim de suas vidas, mas por temerem ser um fardo para suas famílias”, disse um manifestante.

Fonte: Guiame, com informações de Evangelical FocusAtualizado: quarta-feira, 25 de janeiro de 2023 às 18:02
Milhares marcham pela vida em Paris. (Foto: Reprodução/Twitter Marche Pour La Vie)
Milhares marcham pela vida em Paris. (Foto: Reprodução/Twitter Marche Pour La Vie)

No último domingo (22), milhares de pessoas participaram da “La Marche pour La Vie” (Marcha pela Vida) como forma de protesto aos planos do governo francês de legalizar a  eutanásia e de incluir o direito ao aborto na Constituição.

Cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores da associação, reuniram-se nas ruas carregando uma faixa onde estava escrito: “Acompanhe a morte, não a programe”. 

A polícia parisiense, no entanto, disse que o número de participantes era apenas de 6.300. A manifestação nacional é organizada todos os anos em torno do aniversário da chamada “Lei do Véu” sobre a legalização do aborto, aprovada em 17 de janeiro de 1975.

“Somos contra a eutanásia e o suicídio assistido”

Os organizadores convidaram vários palestrantes pró-vida para falar e compartilhar seus testemunhos no final da marcha, que foi liderada por Nicolas Tardy-Joubert, presidente do La Marche pour la vie.

Um deles foi o professor de medicina belga Timothy Devos, que fez o seguinte alerta: “20 anos após a descriminalização da eutanásia na Bélgica, vemos que não é um modelo a seguir”. 

“Uma em cada três eutanásias não é declarada e uma proporção crescente de pessoas vulneráveis ​​têm solicitado o procedimento, não por estarem no fim de suas vidas, mas por temerem ser um fardo para suas famílias”, explicou. 

Somos contra a eutanásia e o suicídio assistido. Numa época em que 26 regiões francesas estão privadas de unidades de cuidados paliativos, acreditamos que a prioridade política deve ser fornecê-las”, disse também Tardy-Joubert. 

‘O direito de matar não pode se tornar uma regra’

O manifestante pró-vida destacou que “o direito de matar não pode se tornar uma regra supralegislativa ou um direito constitucional. O único direito fundamental é o direito à vida”. 

“Queremos que a proteção da vida humana se torne uma importante causa nacional. Temos propostas, por vezes pequenos passos, para sensibilizar para a necessidade de mudança. Precisamos de políticas de prevenção, de acolhimento à vida, de acompanhamento de pessoas vulneráveis”, acrescentou o presidente da Marcha. 

Como sempre acontece, ativistas do Femen — um grupo feminista fundado em 2008 por Anna Hutsol — interromperam a marcha expondo os seios e usando shorts brancos manchados de vermelho. A polícia prendeu cinco delas.

Elas escreveram no Twitter que se juntariam à marcha pela vida se fosse para “rezar ao lado deles para que a França tome uma decisão histórica de proteger os corpos das mulheres e os direitos reprodutivos”.

Lembrando que “direitos reprodutivos” é apenas um termo utilizado atualmente para amenizar a realidade do aborto, inserido na “cultura de morte”, defendendo que a vida no ventre não tem valor.

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