Muçulmano que planejava incendiar igreja com cristãos se converte após sonhar com Jesus

Após sonhar com Jesus, Abdu se rendeu ao Senhor e levou sua família e milhares de muçulmanos a Cristo.

Fonte: Guiame, com informações de Portas AbertasAtualizado: terça-feira, 1 de setembro de 2026 às 19:07
Abdu. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
Abdu. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)

Um ex-líder muçulmano que chegou a planejar incendiar uma igreja se converteu ao cristianismo após sonhar com Jesus. Hoje, ele dedica sua vida a falar de Cristo nas redes sociais e a evangelizar outros muçulmanos. 

Há 17 anos, Abdu* era um líder muçulmano (imã) e acreditava que os cristãos eram seus inimigos. Motivado a matar os seguidores de Jesus, ele e outros homens de sua comunidade planejaram colocar fogo em uma igreja local enquanto os cristãos estivessem dentro.

No entanto, poucos dias antes de executar o plano, Abdu teve um sonho que mudou completamente sua vida.

No sonho, Jesus lhe fez perguntas em árabe sobre o Alcorão. Mesmo sendo um líder e professor, Abdu não conseguiu responder às perguntas. 

Depois disso, ele começou a buscar respostas e passou a estudar a Bíblia. Tempos depois, Abdu se rendeu a Jesus. Porém, precisava manter a fé em segredo.

“Se minha fé se tornasse conhecida, eu poderia ser morto“, disse ele à missão Portas Abertas.

De imã a seguidor de Jesus

Mesmo depois de sua conversão, Abdu continuou atuando como imã por um período para evitar suspeitas. Mas sua mudança começou a aparecer nas pregações nas mesquitas.

Ele passou a falar sobre Isa, nome de Jesus no Alcorão, de uma maneira diferente, despertando a curiosidade dos muçulmanos que o ouviam.

Segundo Abdu, alguns de seus próprios alunos começaram a conhecer o cristianismo depois de ouvir suas mensagens.

“Às sextas-feiras, eu pregava e, aos domingos, eles iam às igrejas movidos pela curiosidade. Em quatro meses, 62 dos meus alunos de Alcorão passaram a crer em Jesus”, afirmou ele.

À medida que mais muçulmanos se buscavam saber mais sobre Jesus, o risco de Abdu ser descoberto aumentava. Para se proteger, ele chegou a fugir para o Quênia, mas decidiu retornar pouco tempo depois para contar à família que havia se tornado cristão.

Ao ouvirem seu testemunho, 36 familiares decidiram seguir a Jesus. Com o tempo, o testemunho de Abdu chamou a atenção da comunidade.

“Agira, a área onde moramos é conhecida como o ‘bairro cristão’”, relatou ele.

‘Tenho uma responsabilidade com Jesus’

Apesar dos frutos, a transformação de Abdu também provocou uma onda de violência na comunidade. Depois que sua conversão se tornou conhecida, ele passou a sofrer agressões, ameaças e perseguição.

“Quando descobriram que eu havia me convertido ao cristianismo, eles me bateram com varas. Perdi a conta de quantas vezes”, contou ele. 

E continuou: “Várias vezes, eles me prenderam sob falsas acusações. Eles vieram à minha casa e levaram meus pertences. Incitaram meu assassinato no rádio. Publicaram minha foto e meu número de telefone no Facebook para que as pessoas pudessem me matar”.

Mesmo diante das ameaças, Abdu não deixou de falar sobre Jesus. Há oito anos, ele atua como evangelista nas redes sociais. 

Atualmente, o TikTok se tornou uma das principais ferramentas usadas por Abdu para pregar o Evangelho e atrair muçulmanos.

Com um conteúdo simples e sem grandes produções ou recursos elaborados, ele alcança milhares de pessoas.

Hoje, ele tem mais de 150 mil seguidores na plataforma e afirma: “Todos os dias, as pessoas entram em contato comigo e dizem: ‘Por meio do seu testemunho, encontrei Jesus’ ou ‘Mostrei seu vídeo aos meus pais, à minha família, e eles aceitaram Jesus’”.

Ele acredita que mais de 10 mil muçulmanos tenham aceitado Jesus por meio de seu testemunho. 

A exposição nas redes sociais, também aumentou os riscos para se manter em segurança. Por isso, quando está em público, Abdu esconde sua identidade.

Mesmo enfrentando agressões e ameaças, ele continua viajando para discipular cristãos de origem muçulmana e treinar novos líderes. 

Além disso, Abdu também lidera uma equipe que envia evangelistas para diferentes regiões de maioria muçulmana.

“Espero ser morto todos os dias. Mas, se eu parar meu ministério, pessoas se perderão. Tenho uma responsabilidade com Jesus”, concluiu.

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