Em Minas Gerais, Brasil enfrenta a Alemanha por vaga na final da Copa do Mundo

Em Minas Gerais, Brasil enfrenta a Alemanha por vaga na final da Copa do Mundo

Fonte: Globoesporte.comAtualizado: terça-feira, 8 de julho de 2014 às 11:22
Seleções
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seleções Na liderança, no visual, na idolatria, na alegria. No drible, na bola parada, no chute, no gol. Seja como for, cada jogador da seleção brasileira terá um pouco de Neymar na semifinal da Copa do Mundo. A partir das 17h, no Mineirão, em Belo Horizonte, a Alemanha terá de encarar um batalhão de camisas 10. No campo e na arquibancada.

- Vamos jogar por nós, por nosso país, por tudo aquilo que imaginamos e sonhamos, mas um pouco de cada um de nós pelo Neymar, por tudo que fez pela gente. Está superada a situação, estamos falando normalmente. No grupo temos outro foco, outro envolvimento, temos que trabalhar assim – comentou Felipão na coletiva de segunda-feira, no Mineirão.
A triste ausência de Neymar, fora por conta de uma fratura na terceira vértebra lombar, terá de ser superada também na bola, na raça, no gogó. Quem estava jogando bem terá de atuar ainda melhor. Quem dividia todas as bolas terá de rachar ainda mais. E aqueles que já gritavam na arquibancada terão de enlouquecer os alemães com a pressão.

Nesta semifinal, o Brasil terá pela frente seu adversário mais forte na Copa do Mundo. Tricampeã do mundo, a Alemanha, que estará vestida de rubro-negra, é uma das favoritas ao título desde o início. Com Neymar em campo, a maioria admite, as chances seriam maiores. Mas todos os jogadores pretendem compensar isso.
Na véspera da partida, jogadores da Seleção como Dante, Paulinho e Marcelo homenagearam Neymar em uma rede social, com mensagens que diziam que, de alguma maneira, o craque estará no gramado do Mineirão com eles. Usaram a hashtag #jogapraele. Felipão também entrou na onda e já motivou o grupo com a ausência do camisa 10. Todos deverão jogar por ele. Afinal, o sonho de criança do principal craque brasileiro é o mesmo de todos os outros 22 convocados pelo técnico.

- O Neymar deixou muito dele conosco. E levou muito de nós com ele. Nós já terminamos essa fase de estarmos tristes desde o momento que sabíamos que não teríamos mais ele. E na primeira oportunidade, depois de estar mais tranquilo, ele fez com que os jogadores entendessem isso. Agora é a nossa parte – disse Felipão.

As equipes
Sem seu principal craque, Felipão testou duas formações no último treino antes da semifinal. Primeiro, ele promoveu o retorno de Luiz Gustavo ao time. Assim, a Seleção teria três volantes (mais Fernandinho e Paulinho), Oscar na armação e Hulk e Fred na frente. Outra solução testada foi a entrada de Willian na vaga de Paulinho. Em ambas, o técnico usou Daniel Alves no lugar de Maicon na lateral direita. Na vaga de Thiago Silva, suspenso pelo segundo cartão amarelo, joga Dante. David Luiz herda a braçadeira de capitão.

- Se eu jogar com três volantes, darei mais liberdade aos laterais. E se eu jogar com dois homens, darei um pouco menos de liberdade, mas vou acrescentar alguma situação diferente para causar algum prejuízo à Alemanha – explicou o técnico.
A Alemanha tem pinta de favorita, especialmente diante dos desfalques de Neymar e Thiago Silva. Mas não admite. Desde o jogo de sexta-feira o discurso é de que jogará contra 200 milhões, não apenas quem estiver em campo no Mineirão.

- Você não deve acreditar que a ausência de Neymar e Thiago Silva seja desvantagem para o Brasil. Tenho a certeza de que os substitutos vão lutar pelo Neymar, pelo país, para ter certeza de que o Brasil siga sendo favorito nas semifinais. São 200 milhões de torcedores no país, não estão jogando apenas no campo, é o país inteiro. Isso está soltando a energia, é algo singular para o time - alertou o treinador.
A apresentação sólida diante da França deixou praticamente uma certeza no time de Joachim Löw. Antes volante, o capitão Philipp Lahm voltou à lateral e teve boa atuação. Boateng e Hummels devem compor a zaga, enquanto Khedira, Schweinsteiger e Kroos farão o meio-campo.

A incerteza está sobre o ataque: Miroslav Klose, presente na finalíssima de 2002, pode ter a chance de quebrar o recorde sob olhares de Ronaldo Fenômeno. Se não jogar, a tendência é que Schürrle dê mais mobilidade ao setor.

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