Guerra EUA e Israel contra o Irã: Entenda a progressividade das profecias bíblicas

Nenhuma guerra acontece de repente ou isoladamente. Preste atenção ao contexto.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: sábado, 28 de fevereiro de 2026 às 16:30
(Imagem ilustrativa gerada por IA)
(Imagem ilustrativa gerada por IA)

“Durante 47 anos, o regime dos aiatolás gritou ‘Morte a Israel’, ‘Morte à América’. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo”, disse Benjamim Netanyahu neste sábado, ao iniciar os ataques em conjunto entre EUA e Israel contra o Irã e, consequentemente, seus aliados. Não é uma guerra aleatória. Isso não aconteceu de repente. 

Aliás, nenhuma guerra acontece de repente, sempre existe um contexto. As movimentações militares que assistimos hoje no Oriente Médio não são meros incidentes diplomáticos, mas o agravamento de uma tensão que remonta a décadas de hostilidade ideológica e religiosa. 

A coalizão entre Washington e Jerusalém para neutralizar as capacidades ofensivas de Teerã marca um ponto de ruptura que muitos analistas consideram o prelúdio de um redesenho total do mapa de influência na região. 

Neste cenário de escalada, a inteligência militar global observa o Irã não apenas como um Estado soberano, mas como uma rede estratégica que inclui grupos terroristas como o Hezbollah, o Hamas e os Houthis. 

A decisão de Israel e dos EUA de passarem da contenção para o ataque direto sinaliza que o tempo da diplomacia de gabinete esgotou-se diante das ameaças de aniquilação total. O que está em jogo é a sobrevivência de Israel e a manutenção da ordem ocidental frente a um regime que jurou apagar o inimigo do mapa.

Estamos diante de um roteiro escrito há milênios. A convergência entre a tecnologia militar moderna e as descrições proféticas é o que torna este momento único na história. Entender esta progressividade é essencial para não ser pego pelo pânico, mas sim pela clareza de que os eventos estão seguindo uma ordem soberana que transcende os planos dos generais e políticos.

“Proclamem isto entre as nações: Preparem-se para a guerra! Despertem os guerreiros! Todos os homens de guerra aproximem-se e ataquem. Forjem os seus arados, fazendo deles espadas; e de suas foices, façam lanças. Diga o fraco: Eu sou forte!” (Joel 3.9,10)

Entenda o que está acontecendo

A operação planejada entre EUA e Israel, descrita como cirúrgica porém devastadora, visa desmantelar instalações de enriquecimento de urânio e centros de comando da Guarda Revolucionária.

A resposta conjunta entre o Pentágono e a Defesa de Israel acontece após sucessivas violações de segurança e o avanço irrefreável do programa nuclear de Teerã. Especialistas do International Institute for Strategic Studies (IISS) afirmam que o Irã nunca esteve tão próximo de cruzar a linha de não-retorno, o que obrigou as potências aliadas a uma ação preventiva. 

O objetivo é neutralizar a capacidade do regime de projetar poder através de mísseis balísticos de longo alcance que poderiam atingir o coração da Europa e todo o território israelense. O clima em Teerã é de mobilização total. 

O líder supremo Ali Khamenei e seus generais enfrentam agora o dilema de sustentar a retórica de décadas ou recuar diante de uma força militar amplamente superior. Enquanto isso, as agências internacionais de notícias relatam uma onda de incerteza nos mercados de petróleo e uma tensão palpável nas fronteiras, onde o Cinturão de Fogo iraniano começa a ser testado pelos bombardeios cirúrgicos da coalizão.

O eixo de resistência e o cerco a Jerusalém

O Irã construiu, ao longo de quase meio século, o que chama de Eixo de Resistência. Essa estratégia consiste em cercar Israel com milícias armadas, financiadas e treinadas por oficiais iranianos. Ao atacar diretamente o território iraniano, os EUA e Israel estão tentando cortar a cabeça da serpente, acreditando que, sem o financiamento de Teerã, grupos como o Hezbollah e o Hamas perderiam sua força operacional e política.

Historicamente, o Irã (a antiga Pérsia) sempre ocupou um papel central nas narrativas bíblicas e geopolíticas. No passado, foi o instrumento de Deus para o retorno dos judeus à sua terra através de Ciro, o Grande. 

Hoje, com seu jeito fundamentalista de ser, transformou-se no principal antagonista da existência do Estado Judeu. Essa mudança de postura — de protetor a perseguidor — é um dos sinais mais claros da transição de eras descrita pelos profetas.

Analistas de segurança global, como os vinculados ao Council on Foreign Relations, apontam que qualquer ataque ao solo iraniano gera uma reação em cadeia. O risco de uma guerra regional total é real, pois o Irã possui células dormentes e aliados em diversos países vizinhos. 

A estratégia de Israel, no entanto, é baseada na Doutrina Begin, que estabelece que o país não permitirá que nenhum inimigo que deseje sua destruição adquira armas de destruição em massa.

Avanço tecnológico e vigilância global

A guerra moderna não é travada apenas com soldados no chão, mas com inteligência artificial, drones de última geração e ataques cibernéticos. A precisão dos ataques relatados pelo governo de Israel demonstra um nível de infiltração na segurança iraniana que surpreende até os observadores mais veteranos. 

Essa guerra invisível precede os mísseis e prepara o terreno para a neutralização dos sistemas de defesa antiaérea do Irã. Para o observador cristão, a vigilância constante e a capacidade de ver tudo em tempo real lembram as descrições de um mundo onde nada fica oculto. 

A rapidez com que as informações circulam e a forma como as alianças se formam em blocos — de um lado o Ocidente e Israel, do outro uma possível coalizão entre Irã, Rússia e China — desenham o cenário exato descrito no livro de Ezequiel, nos capítulos 38 e 39.

Essa polarização mundial é o que chamamos de visão global. Não se trata apenas de uma disputa por fronteiras, mas de uma disputa por valores e hegemonia. Enquanto o Ocidente tenta preservar a ordem democrática, o regime dos aiatolás busca uma revolução teocrática global. O choque entre essas duas visões de mundo é o que impulsiona o conflito para níveis de perigo nunca antes vistos desde a Segunda Guerra Mundial.

A geopolítica como relógio de Deus

É fascinante observar como a geografia bíblica se sobrepõe perfeitamente ao mapa do conflito atual. Onde a Bíblia menciona Elão e Pérsia, hoje lemos Irã. Onde menciona Magogue, muitos estudiosos apontam para as regiões ao norte que hoje formam alianças militares com Teerã. Essa sobreposição não é coincidência, mas evidência de que a história humana segue um trilho pré-determinado pelo Criador.

A progressividade das profecias significa que os eventos se intensificam como dores de parto. Primeiro vemos rumores, depois tensões isoladas, e finalmente o confronto direto. O que assistimos hoje com os ataques de Israel e EUA contra o Irã é a aceleração desse processo. Cada míssil lançado e cada decisão tomada no Conselho de Segurança da ONU são ponteiros que se movem no relógio profético.

Nosso dever, enquanto cristãos, é relatar os fatos com precisão e, como pessoas de fé, temos ainda o privilégio de interpretar esses fatos com esperança. O cenário pode parecer sombrio para quem olha apenas para os números de baixas ou para o poder de fogo, mas para quem conhece as Escrituras, é o sinal de que a justiça final está se aproximando. A soberania de Deus permanece intacta, mesmo em meio ao estrondo dos canhões.

O que a Bíblia diz sobre as guerras no fim dos tempos

As Escrituras são claras ao afirmar que, nos últimos dias, haveria um aumento exponencial de conflitos e rumores de guerras (Mateus 24.6). No entanto, Jesus deixou um alerta específico: "olhai, não vos assusteis". Isso significa que as guerras não são um sinal de que Deus perdeu o controle, mas sim de que o sistema humano, afastado de Deus, está chegando ao seu limite.

A Bíblia prevê uma coalizão de nações que se levantaria contra Israel, mas também garante a proteção divina sobre Jerusalém. A profecia bíblica não serve para gerar medo, mas para preparar o coração. Ela nos diz que o conflito no Oriente Médio é o epicentro espiritual do mundo. 

A paz verdadeira só será estabelecida quando o Príncipe da Paz retornar, mas até lá, as nações passarão por processos de julgamento e purificação. O confronto entre Israel e Irã é a peça principal deste tabuleiro terminal.

Portanto, ao acompanharmos as notícias de ataques e contra-ataques, devemos manter o foco na promessa bíblica de que Deus reina sobre as nações. O fim dos tempos não é o fim do mundo, mas o fim da injustiça e o início de um novo governo teocrático perfeito. O papel do cristão hoje é ser uma voz de clareza, apontando que, por trás da fumaça das explosões, existe uma luz que nenhuma guerra pode apagar.

E esse foi o nosso tema de hoje. Espero ter tirado sua dúvida e também colaborado para seu crescimento espiritual. Beijo no coração e até a próxima, se Deus quiser!

 

Por Cris Beloni, jornalista cristã, pesquisadora e escritora. Lidera o movimento Bíblia Investigada e ajuda as pessoas no entendimento bíblico, na organização de ideias e na ativação de seus dons. Trabalha com missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análise de textos bíblicos.

*O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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