Guerra: EUA e Israel iniciam ataque conjunto contra o Irã

Explosões em cidades iranianas e alertas em Israel ampliam tensão no Oriente Médio e levantam risco de guerra em larga escala.

Fonte: Guiame, com informações do The Guardian e APAtualizado: sábado, 28 de fevereiro de 2026 às 11:03
Primeiras imagens do ataque ao Irã. (Captura de tela/X/ Sean Feucht)
Primeiras imagens do ataque ao Irã. (Captura de tela/X/ Sean Feucht)

Uma ofensiva militar conjunta de Israel e EUA contra o Irã teve início na madrugada deste sábado (28), marcando uma das maiores escaladas militares recentes no Oriente Médio.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que justificou os ataques:

“Durante 47 anos, o regime dos aiatolás gritou ‘Morte a Israel’, ‘Morte à América’. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo.”

“Este regime terrorista assassino não deve se armar com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa ação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino.”

O presidente Donald Trump, declarou que o país iniciou “grandes operações de combate” para neutralizar ameaças consideradas iminentes vindas do regime iraniano.

Analistas dizem que objetivo dos EUA é uma mudança de regime no Irã.

O príncipe herdeiro Reza Pahlavi usou suas redes sociais para falar diretamente ao povo iraniano.

“Nestas horas e dias críticos, mais do que nunca, devemos permanecer focados em nosso objetivo final: retomar o controle do Irã.”

“Peço que permaneçam em suas casas por enquanto e mantenham a paz e a segurança. Estejam vigilantes e prontos para retornar às ruas para a ação final no momento oportuno, que informarei em detalhes.”

Segundo agências internacionais de notícias, explosões foram registradas em diversas cidades iranianas, incluindo a capital Teerã, enquanto autoridades confirmaram que a operação envolve ataques coordenados por ar e mar contra alvos estratégicos.

De acordo com autoridades americanas e israelenses, a ação tem como objetivo atingir instalações militares, infraestrutura de mísseis e impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

Operação planejada

Relatos iniciais indicam que vários pontos do território iraniano foram atingidos quase simultaneamente.

Mísseis de cruzeiro cruzam as montanhas do Irã rumo a alvos do regime. Já não é possível contabilizar as ondas de ataque contra o país. Na prática, se trata de uma ofensiva contínua, com bombardeios ininterruptos que provavelmente envolvem dezenas de mísseis.

Testemunhas relataram colunas de fumaça e fortes explosões em Teerã e em outras regiões do país, enquanto o governo israelense afirmou que a operação vinha sendo planejada há meses em coordenação com Washington.

A ofensiva acontece após meses de tensão envolvendo o programa nuclear do Irã e negociações diplomáticas consideradas inconclusivas.

Líderes israelenses afirmam que Teerã representa uma ameaça existencial, enquanto autoridades americanas defendem que impedir o desenvolvimento de armas nucleares iranianas é prioridade estratégica.

Resposta iraniana

Pouco depois dos primeiros ataques, o Irã respondeu lançando mísseis e drones em direção a Israel e a bases americanas na região.

Vários países do Oriente Médio como Iraque, Síria, Líbano, Jordânia e norte da Arábia Saudita fecharam temporariamente seu espaço aéreo, e em Israel sirenes de alerta foram acionadas enquanto a população era orientada a buscar abrigo.

O cenário permanece em rápida evolução. Analistas internacionais alertam que a operação pode desencadear um conflito regional mais amplo, envolvendo aliados do Irã e forças militares ocidentais presentes no Oriente Médio.

Enquanto isso, governos ao redor do mundo pedem contenção e monitoram o risco de uma escalada militar de grandes proporções.

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