O cacique da tribo Ticuna aceitou Jesus durante a celebração de encerramento de uma missão evangelística realizada na região amazônica pela missão On Fire, que percorreu comunidades ribeirinhas do Amazonas entre os dias 29 de abril e 3 de maio.
Segundo a pastora Meire Dantas, integrante da equipe missionária, o momento aconteceu no último dia da programação na tribo indígena, onde o barco missionário permaneceu atracado durante a principal etapa da ação.
“Na tribo foram realizados trabalhos com homens, mulheres e crianças. Na grande festa de encerramento, muitas pessoas foram à frente e aceitaram Jesus, entre eles o cacique da tribo”, relatou.
A missionária destacou que a decisão do líder indígena marcou a equipe e simbolizou o impacto espiritual da ação realizada na comunidade.
Trabalho evangelístico
A missão On Fire atua há 10 anos. Durante os primeiros seis anos, o trabalho foi realizado na região urbana de Manaus, principalmente com crianças em situação de vulnerabilidade.
Há quatro anos, porém, a missão passou a atuar também entre comunidades ribeirinhas e indígenas após, segundo os organizadores, uma direção de Deus para alcançar locais isolados da Amazônia.
O barco missionário saiu do porto de Manaus no dia 29 de abril e levou quase um dia para chegar à primeira comunidade visitada, o ribeirinho Flamenguinho. Depois, a equipe seguiu para a tribo Ticuna, onde foi realizado o principal trabalho evangelístico.
Além da tribo indígena, outras comunidades ribeirinhas também receberam equipes missionárias. Segundo a Pra. Meire, os grupos foram divididos para atuar simultaneamente em diferentes localidades da região.
Expectativa
A missionária destacou que os ribeirinhos costumam aguardar com expectativa a chegada das equipes. “Quando o barco atracou, as crianças já estavam nos esperando na margem”, contou sobre a chegada à tribo Ticuna.
Segundo ela, embora algumas comunidades sejam mais tímidas devido a experiências anteriores de abandono por parte de outros projetos, a receptividade costuma ser positiva.
“Eles são bem receptivos. O diferencial é que nosso trabalho tem retorno, discipulado e acompanhamento”, afirmou.
A missão realiza visitas antecipadas antes da chegada do barco principal. A pastora Elisandra, líder da ação missionária, utiliza embarcações menores para conversar com lideranças locais, solicitar autorização e organizar toda a logística da ação evangelística.
“Não é simplesmente chegar com o barco. Existe todo um cuidado, principalmente nas áreas indígenas”, explicou a Pra. Meire.
Segundo ela, em algumas situações o acesso às aldeias exige autorização prévia e até intermediação de representantes para contato com os caciques.
Acolhimento e ministrações
Durante a missão, crianças receberam alimentação, brinquedos, produtos de higiene e participaram de atividades recreativas e ministrações.
Além do evangelismo, a missão também realiza acompanhamento contínuo nas comunidades visitadas.
A Pra. Meire afirmou acreditar que a tribo Ticuna deverá continuar recebendo atenção especial da missão nos próximos anos.
“Eu senti que Deus vai fazer algo especial naquele lugar”, declarou.
Segundo ela, a missão já desenvolve um acompanhamento semelhante no ribeirinho Flamenguinho, onde ações anteriores ajudaram na construção de um poço de água, além de melhorias em estruturas locais como escola e base de saúde.
A expectativa da equipe missionária é retornar à tribo Ticuna para fortalecer os vínculos criados com a comunidade, ampliar o discipulado e continuar os trabalhos evangelísticos na região amazônica.
