Um jovem cristã, de 21 anos, foi morta a tiros dentro de casa por um vizinho muçulmano, no Paquistão, na semana passada.
Segundo a Morning Star News, Saba Mehboob foi assassinada por Adnan Butt, após se recusar a ter um relacionamento com ele, na cidade de Rawalpindi.
Saba era casada e estava separada há um ano devido ao vício em drogas do marido. Ela estava morando com a mãe, junto com suas duas filhas.
Joshua Mehboob, membro de uma congregação local da igreja Full Gospel Assembly, relatou que o muçulmano estava assediando e ameaçando a cristã há algum tempo.
Segundo ele, Saba deu dois tapas depois que Adnan bloqueou seu caminho em um mercado. "Acho que a rejeição de Saba alimentou sua raiva, o levando a assassiná-la", afirmou Joshua, ao Morning Star News.
Em 3 de setembro, por volta das 21h, Adnan Butt invadiu a casa da jovem cristã. "O irmão de Saba e seus tios paternos estavam em uma sala quando Adnan entrou de repente com Saba, insultando-a em voz alta", disse Joshua.
"Ele apontou a pistola para os tios e ordenou que saíssem. Ele então deu tapas em Saba repetidamente enquanto gritava que ela o desonrou e foi desleal”.
Sequestro de irmão
O muçulmano atirou na testa da cristã. Em seguida, ele sequestrou seu irmão Anoosh, de 16 anos, e o obrigou a confessar falsamente que havia matado sua irmã.
“Anoosh ficou sob custódia deles até cerca das 17h do dia 4 de setembro. Enquanto isso, Adnan também ameaçou de morte o pai de Anoosh e outros familiares caso registrassem um processo contra ele”, relatou Joshua.
Após seu pai e tios concordarem em não fazer uma denúncia na polícia, Anoosh foi libertado.
A polícia contatou a família para colher depoimentos. Adnan Butt foi preso, porém obteve fiança de um tribunal. Os policiais levaram Anoosh e seu pai sob custódia protetiva.
Protestos após o assassinato
O assassinato da jovem cristã provocou um protesto em Dhoke Ratta, onde moradores cristãos e muçulmanos pediram a prisão de Adnan.
A família e líderes locais também exigiram que Anoosh e seu pai sejam libertos da prisão e que a investigação seja transferida para um oficial sênior da polícia.
Há muito tempo, defensores de direitos humanos e de liberdade religiosa denunciam a vulnerabilidade dos cristãos no Paquistão, principalmente em casos de violência sexual, conversão forçada e alegações de blasfêmia. Muitas vítimas e suas famílias são pressionadas a resolverem os casos fora da Justiça.
O Paquistão, cuja população é 96% muçulmana, ficou em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, dos lugares mais difíceis para ser cristão.
