Uma jovem cristã de 25 anos está em estado grave após ter sido estuprada por dois muçulmanos no Paquistão, no último sábado (11).
A jovem, que não teve o nome divulgado por segurança, mora em uma comunidade rural na província de Punjab e contou que foi violentada enquanto trabalhava como diarista em um pomar de limões.
Do hospital, a vítima relembrou que havia ido colher limões com outras mulheres para um contratante local, Faizan Mehboob Rehmani, também conhecido como Kaka.
Durante uma pausa, ele e outro homem a obrigaram a entrar em um cômodo dentro do pomar, onde aconteceu a violência.
“O Kaká pode ter pensado que eu era um alvo fácil por ser cristã. Eles destruíram a minha vida. Quero que a polícia e os tribunais garantam que sejam punidos”, disse ela ao Morning Star News.
Tariq Masih, tio da jovem, informou que a família também está sofrendo ameaças: “O acusado e seus familiares começaram a nos pressionar para chegarmos a um acordo. Eles estão nos ameaçando, dizendo que somos fracos e indefesos, que não temos condições de levar o caso adiante”.
Mesmo com dificuldades financeiras, ele está decidido a buscar justiça: “Tenho fé em nosso Senhor de que Ele não nos deixará sozinhos neste momento difícil”.
A gravidade do caso
A jovem perdeu o pai há dois anos, e a mãe, que é idosa e tem problemas de saúde, cuida de seis filhos com a ajuda de parentes.
“Somos muito pobres e a maioria de nós trabalha como diaristas nos campos para sobreviver”, contou o tio.
Após o crime, a vítima foi encontrada desacordada em uma rua próxima de casa, com muito sangramento.
“Após ser estuprada repetidamente, ela foi encontrada inconsciente com as roupas encharcadas de sangue. Ficamos chocados e imediatamente ligamos para o resgate. Ela foi levada para um hospital público perto de nossa aldeia, onde permaneceu inconsciente por um dia”, relatou o tio.
Quando acordou, a jovem contou à família que foi ameaçada com uma arma e violentada pelos dois homens.
“Ela contou ao meu filho e à minha nora que Rehmani e outro homem, que ela conseguiu identificar, a estupraram. A agressão foi tão grave que ela levou 22 pontos na região genital”, disse o parente.
O tio relatou o crime à polícia e registrou um Boletim de Ocorrência (BO), mas está preocupado com a demora nas investigações:
“A demora da polícia permitiu que o principal acusado conseguisse liberdade sob fiança até 24 de abril”.
‘Fiquei em estado de choque’
O estado de saúde da jovem piorou por causa do sangramento e de uma infecção. Na última quarta-feira (15), ela foi transferida para um hospital em Lahore para tratamento especializado.
Mesmo debilitada, ela conseguiu relatar o que aconteceu: “Eu fui beber água do lado de fora de um cômodo no pomar quando Kaka e outro homem chegaram e me empurraram para dentro sob a mira de uma arma”.
E continuou: “Eles me forçaram a beber água, amarraram minhas mãos e pés com meu lenço e enfiaram um pano na minha boca para que eu não pudesse gritar. Tentei resistir, mas Kaka apontou uma pistola para a minha cabeça e ameaçou me matar”.
“Ele então tirou minha calça e me estuprou enquanto o outro homem me segurava. Depois disso, o cúmplice dele também me estuprou, mas a essa altura eu já havia perdido a consciência. Não sei quantas vezes eles me agrediram”, acrescentou.
Mais tarde, ela acordou e conseguiu sair do local: “Eu estava com muita dor e em estado de choque, mas de alguma forma consegui me vestir e caminhar em direção à estrada. Peguei um transporte para ir para casa, mas quando cheguei perto, desci e desmaiei depois de alguns passos. Não me lembro de mais nada depois disso”.
O grupo de assistência jurídica gratuita Christians' True Spirit (CTS) assumiu o caso e está ajudando a família.
“Os médicos nos informaram que a vítima está sofrendo de uma infecção grave devido às agressões repetidas. Já lidamos com muitos casos semelhantes, mas a brutalidade deste incidente nos chocou. Vamos garantir que os responsáveis sejam levados à justiça e recebam a punição máxima”, informou Asher Sarfaraz, diretor executivo do CTS.
O Paquistão ficou novamente em 8º lugar na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo.
