Cristão de 21 anos é torturado até a morte por muçulmanos no Paquistão

A família de Marcus Masih afirmou que os suspeitos tentaram encobrir o crime simulando um suicídio após tortura.

Fonte: Guiame, com informações de Morning Star NewsAtualizado: terça-feira, 10 de março de 2026 às 13:07
Imagem Ilustrativa. (Foto: Unsplash/Muhammad Wasif)
Imagem Ilustrativa. (Foto: Unsplash/Muhammad Wasif)

Um jovem cristão de 21 anos foi torturado até a morte por seus patrões muçulmanos no Paquistão, na última quarta-feira (4). Após o crime, os suspeitos teriam tentado simular um suicídio por enforcamento, segundo a família da vítima. 

Marcus Masih trabalhava há cinco anos em uma fazenda no distrito de Sargodha, na província de Punjab. O local pertence a Muhammad Mohsin Kharal e Muhammad Basharat Kharal.

De acordo com Dilshad Masih, irmão da vítima, Basharat telefonou por volta das 10h da manhã informando que Marcus havia cometido suicídio por enforcamento no teto de um curral.

“Dois parentes e eu fomos imediatamente para a aldeia deles, onde vimos o corpo de Marcus pendurado no teto. Eles nos disseram que não tinham ideia de por que ele teria tirado a própria vida”, disse Masih ao Morning Star News. 

A família começou a suspeitar depois da autópsia. De acordo com Masih, advogados ligados aos empregadores muçulmanos pressionaram os familiares a colocarem suas impressões digitais em uma folha de papel em branco, alegando que isso era necessário para liberar o corpo para exame.

“Estávamos em profundo choque e luto e não os questionamos. Mas quando o corpo nos foi devolvido, vimos hematomas graves e marcas de queimadura. Foi então que percebemos que Marcus havia sido torturado”, afirmou o irmão.

‘Só nos resta esperar por justiça’

Embora Marcus nunca tenha relatado maus-tratos no trabalho, o irmão destacou que os empregadores tinham reputação controversa na região.

“Eu já havia pedido a ele diversas vezes que deixasse aquele emprego e trabalhasse comigo em um condomínio residencial privado onde tenho um contrato de limpeza. Mas ele preferiu ficar”, disse Masih.

O Morning Star News informou que após o crime, dezenas de cristãos realizaram um protesto colocando o corpo na rodovia principal e bloqueando o trânsito para exigir o registro do caso. A polícia registrou um boletim de ocorrência e prometeu investigar.

“A polícia nos garantiu que prenderá o acusado. Mas pessoas influentes muitas vezes escapam da responsabilização. Somos cristãos pobres. Só nos resta esperar por justiça”, relatou Masih.

O defensor de direitos humanos Asher Adeel, baseado em Sargodha, condenou o assassinato e pediu uma investigação imparcial.

“As lesões visíveis sugerem tortura severa. Se as alegações forem verdadeiras, o acusado não só o matou, como tentou disfarçar o crime de suicídio e coagiu a família a assinar documentos em branco. As autoridades devem garantir que ninguém esteja acima da lei”, declarou ele.

A vulnerabilidade de cristãos no Paquistão

Até o momento da publicação, nenhuma prisão havia sido confirmada. A família de Marcus afirmou que está buscando assistência jurídica e pediu às autoridades uma investigação transparente: “Só queremos a verdade. Meu irmão merece justiça”.

Grupos de defesa dos direitos cristãos afirmam que o caso reflete a vulnerabilidade enfrentada por minorias religiosas no Paquistão rural, onde muitos vivem em pobreza e trabalham em empregos informais sob o controle de proprietários de terras influentes. Nos últimos anos, diversos episódios semelhantes reforçaram essas preocupações.

O Paquistão ficou novamente em 8º lugar na Lista Mundial de Vigilância 2026 da Portas Abertas, que avalia a perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo. 

O relatório aponta discriminação sistêmica, violência coletiva, conversões forçadas, trabalho escravo e abusos contra cristãos — crimes que muitas vezes permanecem impunes devido à fragilidade da aplicação da lei e à pressão social.

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