Depois de trabalhar como recrutadora de uma agência do OnlyFans, na Austrália, Victoria Sinis abandonou a indústria adulta após aceitar Jesus e passou a alertar jovens sobre os perigos da exploração sexual.
Hoje, Victoria compartilha sua experiência para mostrar o que viu nos bastidores da plataforma e ajudar outros jovens a encontrar a verdadeira liberdade em Jesus.
Durante a pandemia, Victoria começou a trabalhar em uma agência do OnlyFans em busca de melhores condições financeiras e de uma rotina com menos horas de trabalho.
"Eu era alguém que acreditava na mentira de que a liberdade e o empoderamento sexual significavam dormir com outras pessoas, exibir o corpo o máximo possível e ganhar dinheiro com isso, e agora me convertendo à fé cristã, vejo as coisas com um conjunto de valores totalmente novo", disse Victoria à Fox News.
"Nós relacionamos a exploração sexual como liberdade, mas, na verdade, é o que está nos destruindo. É o que te deixa mais inseguro. É o que te faz sentir pior", acrescentou.
‘Essas plataformas são destrutivas’
Desde que se rendeu a Cristo, Victoria passou a compreender que os limites estabelecidos por Deus sobre sexualidade não existem para impedir a liberdade, mas para proteger as pessoas.
"Uma vez que se abre a porta para a sexualidade, permitindo que qualquer desejo seja satisfeito, as pessoas precisam entender que é um poço sem fundo. Não acaba mais. E, portanto, a razão pela qual a fé tem valores tão fortes em relação à sexualidade é porque compreende os perigos de, uma vez aberta essa porta, é muito difícil fechá-la", relatou ela.
Victoria também alertou sobre os impactos da indústria adulta nos homens. Por trabalhar diretamente com a plataforma, ela disse ter visto como o consumo de conteúdo sexual pode alimentar vícios e aumentar problemas como solidão, ansiedade e dificuldades para construir relacionamentos saudáveis.
"Eu vi em primeira mão como coisas como o OnlyFans estão realmente destruindo os homens. Existe toda uma indústria multibilionária que visa os homens, para explorar sua essência mais frágil e viciá-los nessas plataformas, lucrando com isso", explicou ela.
E continuou: "Essas plataformas são realmente destrutivas para os homens, e precisamos entender que quanto mais incentivamos isso, mais prejudicamos os homens tanto quanto prejudicamos as mulheres".
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Com o tempo, Victoria começou a se sentir incomodada com seu trabalho. Nesse período, ela passou a fazer trabalho voluntário na igreja que ia quando criança.
Logo depois, ela foi convidada para ir ao culto. Naquele dia, Melinda Tankard Reist, diretora do movimento anti-exploração sexual Collective Shout, estava ministrando sobre o papel dos cristãos no combate à indústria do sexo.
Victoria foi profundamente tocada pela Palavra e decidiu entregar sua vida a Jesus. Após esse encontro com o Senhor, ela passou a palestrar em escolas e nas redes sociais, alertando sobre os enganos do OnlyFans.
Em 2023, guiada por Deus, Victoria criou a fundação Creating Gems, que conscientiza meninas sobre a realidade de plataformas como o OnlyFans. Além disso, ela participou do documentário Perfect Strangers, que revela como mulheres e meninas são atraídas por meio de plataformas digitais para a exploração e a indústria do sexo.
“Se não falarmos sobre isso, algo ou alguém vai educar nossos filhos, e esse alguém são as influenciadoras que trabalham com sexo”, afirmou Victoria.
Alerta aos pais
Hoje, ela viaja pelo mundo compartilhando seu testemunho e, um dos seus principais alertas é para que pais e responsáveis estejam atentos ao conteúdo que crianças e adolescentes consomem na internet.
Segundo Victoria, as redes sociais ajudam a transformar esse estilo de vida em algo aparentemente desejável, principalmente ao mostrar dinheiro, viagens e uma rotina de luxo sem apresentar as consequências.
"Os pais não têm a mínima noção do que realmente influencia seus filhos. Se eles têm um celular, um laptop, se um amigo tem um celular, se um amigo tem um iPad, e têm acesso ilimitado à internet e a qualquer tipo de plataforma de mídia social, eles serão influenciados por essas coisas, a menos que lhes sejam incutidos valores que os ajudem a entender que o que veem online não é real", disse ela.
Ela contou que chegou a conversar com duas estudantes de 15 anos que acompanhavam uma influenciadora do OnlyFans:
"Elas me disseram que adoravam assistir a uma influenciadora porque ela parecia feliz e podia viajar. Às vezes, são as coisas mais inocentes, mas agora elas associam o OnlyFans à felicidade e às viagens. Então, agora elas acreditam que a única maneira de ser feliz e viajar é através do OnlyFans".
"Esta é a indústria do sexo. As consequências, os impactos na saúde mental e as dificuldades são os mesmos para qualquer outra mulher na indústria do sexo”, acrescentou.
“Precisamos tratar isso dessa forma e entender que as dificuldades enfrentadas pelas garotas no OnlyFans são as mesmas de qualquer pessoa que trabalha com acompanhantes, prostituição ou em bordéis. Dessa forma, podemos agir de acordo com isso e realmente ajudar essas mulheres a saírem dessa vida", concluiu.
