Nascida no tráfico e abandonada, mulher recebe amparo de Jesus: “Sou maior que suas dores”

Carla Priscila de Souza, de 33 anos, recebeu palavras de maldição na infância, mas Deus transformou sua história e lhe deu um futuro brilhante.

Fonte: Guiame, com informações do Site Mulher CristãAtualizado: sexta-feira, 20 de agosto de 2021 às 13:40
Carla Priscila de Souza recebeu palavras de maldição na infância, mas Deus transformou sua história. (Foto: Site Mulher Cristã).
Carla Priscila de Souza recebeu palavras de maldição na infância, mas Deus transformou sua história. (Foto: Site Mulher Cristã).

A cristã Carla Priscila de Souza Moreira da Cruz, de 33 anos, nasceu num ambiente desfavorável para uma criança crescer; seu pai era traficante de drogas no Rio de Janeiro e sua mãe era dependente química.

Quando Carla tinha 1 anos e três meses seu pai foi assassinado. Durante o funeral, sua mãe recebeu uma profecia de uma cristã, dizendo: “Esse bebê que está no teu colo vai ser um grande instrumento usado nas mãos do Senhor”. Os planos de Deus revelados para Carla contrariavam o futuro sem perspectiva de uma criança nascida numa família disfuncional, fadada a seguir o mesmo caminho dos pais.

Após a morte do pai, a mãe de Carla fugiu com medo de também ser assassinada, deixando suas três filhas na casa de familiares e vizinhos. Carla ficou com a avó paterna e recebia uma pensão deixada pelo pai, entretanto, ela não tinha um lar amoroso.

“Cresci num ambiente deplorável e miserável, numa avenida ao lado de um valão. Lembro-me que na casa não tinha nada, além de paredes quebradas. Cresci com a família de meu pai, que morava na mesma avenida que nós. Meus tios me maltratavam e humilhavam. Me diziam que eu seria igual ao meu pai, seria mulher de bandido com filhos de vários homens”, contou Carla ao Site Mulher Cristã.

Com apenas 7 anos, ela sofreu abusos físicos e sexuais de meus tios, primos e mulheres. Apesar das palavras de maldição que sempre ouvia, a menina dizia que sua vida seria diferente. “Eu não tinha sequer roupas íntimas para me vestir, porque toda a minha pensão era gasta indevidamente pelos meus tios, nunca comigo”, relatou Carla.

Nesta época, sua mãe retornou como uma nova mulher, contando que estava transformada pois havia recebido Jesus. Ao perceber como a filha era maltratada e mal cuidada na casa da avó, ela pediu a guarda da filha na Justiça e Carla passou a morar com a mãe.

“Passei a viver num ambiente limpo, organizado, eu imaginava até que minha mãe fosse rica ao contrastar com a situação vivida com a minha avó”, disse a cristã.

Encontro com Jesus

A menina começou a frequentar a igreja junto com a mãe e teve um encontro com Jesus. “A igreja passou a ser o meu melhor ambiente, um lugar que eu amava estar. Ouvir as pregações me marcava muito e eu desejava ler a Bíblia, mas, apesar de ter 10 anos, eu ainda não sabia ler, minha mãe não via a educação escolar como prioridade”, contou.
Após um ano, sua mãe se desviou dos caminhos do Senhor e voltou a se envolver com práticas erradas, contraindo dívidas e levando a família a ser despejada diversas vezes. “Minha mãe passou então a abandonar a mim e à minha irmã várias vezes. Ela sumia, sem dar destino. Mas apesar de todas essas turbulências, eu mantinha a minha fé firme e inabalável”, afirmou.

Mais tarde, a mãe se reconciliou com Jesus e voltou a cuidar dela. Aos 12 anos, Carla se batizou nas águas e também foi batizada com o Espírito Santo. Já na adolescência, começou a atuar no ministério de sua igreja local, fazendo evangelismo e cultos domésticos.

“Minha vida era para a obra de Deus. Quanto a minha mãe, nesse tempo, embora fosse uma bênção na igreja, em casa conosco o tratamento era outro. E isso, muitas vezes, me trazia problemas emocionais muito profundos”, confessou Carla.

E acrescentou: “Eu estava servindo a Deus, mas nutrindo um ódio pela minha mãe, desencadeando o retorno aos traumas da infância. Em diversas ocasiões eu era tentada a me sentir vítima, mas Deus sempre enviava pessoas para suprir as ausências, o abandono, a falta de carinho”.

Curada dos traumas de infância

Foi através da Palavra de Deus e da oração, que Carla conseguiu superar suas dores emocionais. “Comecei a orar pedindo para Deus me curar. Eu dizia a Ele que eu não queria mais ser a mesma. Então eu entrei no ‘divã’ com o ‘Grandão’, contei para Ele tudo. Não foi fácil! Foi um processo de muitos anos”, disse.

Num certo dia em que Carla estava se sentindo muito triste e abandonada por não ter tido pais saudáveis, ela teve uma experiência com Deus, onde sentiu seu amor. “Aquele dia eu me senti no colo de Deus! Eu vislumbrava Deus como um gigante, grandão, e eu tão pequena deitada nos ombros Dele! Quando eu me senti assim no colo de Deus era como se Ele me dissesse: “Eu sou grandão, Eu sou maior do que suas dores, sou maior do que seus traumas”, testemunhou.

Quando Carla Priscila tinha 16 anos, foi novamente abandonada pela mãe. “Esse momento da minha vida definiu o que eu escolheria para minha história: Eu repetiria e faria as mesmas escolhas ou faria tudo diferente? Eu decidi fazer diferente!”, conta.

A adolescente foi acolhida na casa de um casal cristão, o irmão Valter e a irmã Maria José, que já cuidavam da garota, doando roupas e calçados. “Nesse período, diante de possibilidades de abandonar a fé, e tomar decisões que sem dúvida minariam as promessas do Senhor, minha reação foi protagonizar a minha história. Foi o tempo da minha vida que eu mais me dediquei à obra de Deus. Foi nesse período, que fui separada para ser missionária”, disse Carla.

Lodo depois, a cristã conheceu seu marido Márcio, com quem teve dois filhos. Hoje, Carla continua no ministério, como pregadora da Palavra e missionária. “Na minha infância recebi palavras de maldição dizendo que eu seria mulher de bandido, namoraria um e outro, mas, Deus mudou o decreto. Eu namorei, noivei e me casei com o meu primeiro e único namorado, um homem de Deus, trabalhador, um excelente pai”, afirmou.

“Hoje eu posso dizer: O que era para me matar me fortaleceu. Não tenho mágoas nem ódio da minha mãe. Na verdade, hoje eu a amo como se nada tivesse acontecido. Eu aprendi que minhas feridas foram o instrumento que o Deus Grandão colocou à minha disposição a fim de que eu me tornasse a protagonista de minha própria vitória”, declarou Carla.

 

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