Enfermeira cristã que se negou a chamar pedófilo por pronome trans é absolvida

Com a retirada das acusações, Jennifer Melle não enfrentará mais nenhuma ação legal.

Fonte: Guiame, com informações da Christian ConcernAtualizado: quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 às 13:18
Jennifer Melle agradece a Deus, às orações e ao trabalho de seus advogados pela vitória na Justiça. (Captura de tela/X/Christian Concern)
Jennifer Melle agradece a Deus, às orações e ao trabalho de seus advogados pela vitória na Justiça. (Captura de tela/X/Christian Concern)

A decisão anunciada na noite desta terça-feira (20) representou uma vitória significativa para os defensores da liberdade religiosa no Reino Unido.

A enfermeira Jennifer Melle, conhecida por seu firme posicionamento cristão em um episódio polêmico no NHS, o serviço público de saúde britânico, teve todas as acusações oficialmente retiradas.

Após a decisão vitoriosa, Jennifer se ajoelhou e agradeceu a Deus, declarando: 'Dou toda a glória a Ele'.

O Epsom and St. Helier University Hospitals Trust, em Londres – onde Jennifer trabalhava – confirmou a retirada da acusação, que teve início após o hospital acatar uma reclamação feita por um paciente atendido por ela em maio de 2024.

Durante uma ligação com um médico, a enfermeira cristã se referiu ao paciente como “senhor”, dizendo: “O Sr. X gostaria de receber alta por conta própria”. Ao ouvir a conversa, o paciente reagiu com fúria: “Não me chame de senhor! Eu sou uma mulher!”.

Após receber instruções do médico sobre qual medicamento administrar ao paciente antes da alta, Jennifer afirmou de forma educada: “Lamento não poder me referir a você como ‘ela’, pois isso vai contra minha fé e meus valores cristãos, mas posso chamá-lo pelo seu nome”.

Sanções

A enfermeira, que acumulava 12 anos de serviço sem registros de advertências no NHS, enfrentou um processo disciplinar sob a acusação de “não respeitar a identidade preferida do paciente”.

Embora o paciente se identificasse como mulher, seus registros clínicos indicavam sexo biológico masculino e histórico de crimes sexuais.

Em outubro de 2024, ela enfrentou uma audiência disciplinar, recebeu uma advertência final por escrito e foi encaminhada ao Conselho de Enfermagem e Obstetrícia (NMC), que chegou a classificá-la como “risco potencial”.

As sanções afetaram diretamente sua carreira: Jennifer foi transferida para outra ala, rebaixada de cargo e teve seu nome removido do sistema interno, dificultando a obtenção de turnos extras.

Com apoio do Christian Legal Center, a enfermeira entrou com uma ação contra o NHS por assédio, discriminação e violação da liberdade religiosa.

Alívio

A vitória de Jennifer representa um alívio e um marco para profissionais de saúde que se veem confrontados entre sua fé e exigências institucionais.

Em declaração à imprensa após a reviravolta no caso, ela afirmou:

“Estou profundamente aliviada e grata em saber que Epsom and St. Helier confirmou que não tomará mais nenhuma medida contra mim.”

“Quero agradecer, antes de tudo, ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo por me salvar.”

Jennifer lembrou que enfrentou “uma jornada incrivelmente longa e dolorosa” e agradeceu ao The Cristian Concern e aos cristãos que atuam nos centros jurídicos pelo apoio ao longo da caminhada.

Jennifer também estendeu sua gratidão àqueles que a apoiaram durante o período mais difícil de sua vida: amigos, colegas, líderes cristãos e membros de centros jurídicos que a acompanharam com orações e suporte legal.

“Quero agradecer a cada um de vocês por suas orações e pelo apoio durante o momento mais sombrio da minha vida. O encorajamento de vocês significou muito para mim”, afirmou.

Apoios

Ao longo de seu processo, Jennifer manteve suas convicções, e recebeu apoio público de figuras políticas e de diversas organizações defensoras da liberdade religiosa.

Ela também defendeu a posição de colegas de trabalho que enfrentam a mesma situação:

“Nenhum de nós deveria ter sido punido por dizer a verdade, por defender nosso julgamento profissional e por viver de acordo com nossas convicções de fé profundamente arraigadas.”

“Hoje estou grata, aliviada e esperançosa quanto ao que vem a seguir. Dou toda a glória a Deus por Sua fidelidade ao longo de toda esta provação e agora aguardo o tribunal trabalhista que acontecerá em abril. Obrigada.”

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