Nos últimos anos, a Alemanha está vivendo uma transformação religiosa, segundo o jornal alemão Deutsche Welle.
Enquanto igrejas protestantes e católicas sofrem queda no número de membros e fechamentos de congregações, novas mesquitas, templos budistas e hindus, e sinagogas estão sendo abertas no país.
No início dos anos 1990, católicos e protestantes somavam juntos 57 milhões de pessoas na Alemanha.
Hoje, o cenário é bem diferente. Cerca de 36,6 milhões de pessoas pertencem à Igreja Católica ou Protestante. O número representa 44% da população.
Os templos fechados são transformados pelos novos donos em espaços culturais, cafés, restaurantes, centros esportivos e até baladas.
Milhões de muçulmanos vivem no país
Impulsionados por imigrantes da Índia e da Síria, a fé islâmica, budista e hindu cresceram nos últimos anos.
Por exemplo, mais de 5,3 milhões de muçulmanos vivem no país, de acordo com dados de 2020 do Escritório Federal de Migração e Refugiados da Alemanha.
Como resultado, novos locais de cultos estão sendo construídos. Na capital Berlim, freiras budistas inauguraram um novo templo em 2024. Atualmente, há cerca de 20 mosteiros budistas em todo o país.
Também em Berlim, onde moram mais de 41 mil indianos, o maior templo hindu da Alemanha será inaugurado em junho deste ano.
Outras cidades – como Frankfurt, Colônia, Hamburgo e Munique – também contam com diversos pequenos templos hindus.
A comunidade muçulmana Ahmadiyya, que se originou no Paquistão, também abre várias mesquitas todos os anos na Alemanha. A última construção foi inaugurada em dezembro do ano passado.
Já a União Turco-Islâmica para Assuntos Religiosos (DITIB) mantém 862 mesquitas na nação.
Novas sinagogas também estão sendo abertas. Uma congregação judaica foi inaugurada em Magdeburgo em 2023 e em Potsdam em 2024. Hoje, há sinagogas em todas as capitais dos estados alemães.
Cristãos ortodoxos em crescimento
Por outro lado, o número de cristãos ortodoxos também está crescendo na Alemanha. Em 2024, a "Paróquia de São Pedro e Paulo" foi inaugurada na cidade de Butzbach. A maioria dos membros são cristãos com raízes da Síria.
Além das novas construções, muitas congregações ortodoxas — síria, grega, russa, romena ou sérvia — estão ocupando prédios de igrejas que foram fechadas por todo o país.