Em um cenário cada vez mais sensível para profissionais que expressam sua fé publicamente, o senador Magno Malta dá um passo decisivo ao articular, no Congresso Nacional, a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Liberdade Religiosa dos Psicólogos Cristãos.
A iniciativa surge diante de uma realidade que tem gerado preocupação: psicólogos cristãos vêm sendo alvo de questionamentos e ações ético-disciplinares por manifestações pessoais de fé, muitas vezes realizadas fora do ambiente clínico.
O próprio texto que fundamenta a proposta reconhece que há casos concretos de profissionais sendo acionados institucionalmente não por condutas técnicas inadequadas, mas por expressarem suas convicções religiosas.
Diante disso, Magno Malta assume protagonismo ao levar o debate para o campo legislativo, reafirmando direitos garantidos pela Constituição, como a liberdade de consciência e de crença.
A proposta também busca estabelecer limites claros à atuação de conselhos profissionais, evitando que normas administrativas ultrapassem sua finalidade e acabem restringindo direitos fundamentais.
A Frente Parlamentar tem como objetivo promover equilíbrio: garantir o exercício ético da Psicologia sem que isso implique a negação da identidade pessoal e religiosa do profissional. O documento destaca, inclusive, que a religiosidade é parte integrante da subjetividade humana, não podendo ser artificialmente separada da vida do indivíduo.
Marisa Lobo integra iniciativa
Um dos pontos de maior relevância dessa iniciativa é o convite que recebi para atuar como assessora da Frente Parlamentar. A razão é o reconhecimento da minha atuação firme na defesa da liberdade religiosa e do acompanhamento próximo dos desafios enfrentados por psicólogos cristãos no Brasil. Assim, passo a integrar o projeto como uma voz técnica e representativa.
Acredito que minha participação reforça o compromisso da Frente em dialogar com profissionais que vivenciam essa realidade na prática.
Entendo que esse convite sinaliza que a proposta não se limita ao campo político, mas busca também respaldo técnico e a experiência concreta, fortalecendo a construção de soluções que respeitem tanto a ciência quanto os direitos fundamentais.
Além disso, a iniciativa liderada por Magno Malta propõe a realização de debates, audiências públicas e articulações com a sociedade civil, ampliando a discussão sobre a relação entre fé, profissão e liberdade no Brasil.
Em um país de maioria cristã, onde a fé faz parte da identidade de milhões de brasileiros, a criação dessa Frente Parlamentar representa um marco importante. Trata-se de reafirmar que o Estado é laico, mas não contrário à religião — e que a liberdade de crença deve ser respeitada também no exercício profissional.
Com a liderança de Magno Malta e minha contribuição como cristã e psicóloga, o debate ganha força institucional e abre caminho para uma nova fase: uma fase em que fé e profissão não sejam colocadas em lados opostos, mas possam coexistir com respeito, responsabilidade e liberdade.
Marisa Lobo (CRP 08/07512) é psicóloga, missionária, ativista pelos direitos da infância e da família e autora de livros sobre saúde mental, educação de filhos e autoestima infantil, entre eles "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo". Coordenadora nacional do movimento Maconha Não, especialista em Direitos Humanos e presidente do movimento Pró-Mulher.
* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
Leia o artigo anterior: Maconha, saúde mental e engano espiritual
