Lágrimas de emoção marcaram o momento em que um casal foi liberto da escravidão no Paquistão. As imagens foram compartilhadas pelo evangelista brasileiro Edson Teixeira, que atua em projetos missionários para ajudar famílias presas ao trabalho escravo no país.
Ao celebrar a libertação, Edson agradeceu às pessoas que têm contribuído para tornar o trabalho possível.
“Quanta gratidão a vocês que têm investido para que isso se torne uma realidade”, escreveu o evangelista.
Segundo Edson, centenas de pessoas já foram libertadas por meio do trabalho desenvolvido pelo ministério no país.
“São centenas, literalmente centenas de pessoas libertas através de nosso ministério no Paquistão”, afirmou.
Além de ajudar as famílias a sair da escravidão, a missão também oferece oportunidades para que elas possam recomeçar a vida.
“As mulheres estão em nossa escola de costura, as crianças em nossa escola, centro de realização de sonhos, e os homens trabalhando de forma digna. A obra tem sido completa”, contou Edson.
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Escravidão por dívidas
O trabalho acontece em meio a uma realidade que atinge milhares de famílias pobres no Paquistão, principalmente integrantes de minorias religiosas.
Em muitas olarias do país, trabalhadores ficam presos a dívidas com os proprietários.
Como recebem salários muito baixos e não conseguem pagar o que devem, podem permanecer nessa situação durante anos. Em alguns casos, a dívida passa de pais para filhos.
Embora esse tipo de exploração seja proibido no Paquistão desde 1992, a prática ainda acontece no país.
Em 2024, a Christian Aid Mission informou que havia mais de 20 mil fornos de tijolos no Paquistão e estimou que 4,5 milhões de pessoas viviam em situação de escravidão. As minorias religiosas estão entre as mais afetadas.
Segundo a missão, em alguns fornos, de cada 100 trabalhadores escravizados, cerca de 80 são cristãos.
Outras organizações missionárias também têm ajudado famílias a conquistar a liberdade, pagando as dívidas que as mantêm presas às olarias e oferecendo apoio para que possam recomeçar.
Em 2024, a Uncharted Ministries informou ter libertado 21 famílias cristãs que trabalhavam em olarias após quitar os valores que as mantinham presas ao sistema.
