
Após passar 210 horas escrevendo o Novo Testamento à mão, Don Ashley o professor cristão aposentado descobriu uma nova maneira de vivenciar as Escrituras e agora encoraja outras pessoas a se dedicarem à Bíblia, nos Estados Unidos.
Don levou oito meses e 15 dias para concluir o projeto, que começou “por impulso” em 5 de janeiro. Recém-aposentado e vivendo uma fase de mudanças, ele contou que foi nesse período que sentiu o desejo de escrever.
“Eu gostaria de dizer que tinha um cronograma para isso, que acordava às 5h da manhã todos os dias e tinha uma rotina. Mas, não. Eu tinha uma missão para fazer. Então, às vezes eu escrevia de manhã, à tarde ou à noite. Meu objetivo eram 30 versículos por dia”, disse ele à CBN News.
“Com todas essas mudanças na minha vida, isso realmente serviu como uma âncora para a minha alma. Encarei isso como alguém faminto sendo convidado para um banquete”, acrescentou.
‘Precisamos desacelerar e meditar na Palavra de Deus’
Don terminou de escrever o Novo Testamento à mão no dia 20 de setembro. Ao contar sobre o projeto no Instagram, ele disse: “Recomendo como prática diária”.
Para ele, o exercício também foi uma forma de desacelerar em uma rotina marcada pelo excesso de tempo nas telas.
“A ideia é que, em vez de ficar rolando o feed sem parar, você pode fazer algo mais útil com seu tempo. Mesmo que você esteja copiando de um aplicativo da Bíblia, que foi o que eu fiz na maior parte do tempo”, afirmou ele.
E continuou: “O mundo está tão acelerado agora. Talvez precisemos desacelerar e meditar na Palavra de Deus, encher a mente com a Palavra”.
“Eu recomendo começar com uma oração pedindo a Deus que lhe mostre coisas em sua vida que você precisa saber. Mesmo que leia a Bíblia várias vezes, você ainda percebe novos detalhes em fases diferentes da vida. Muita gente precisa de uma âncora para a alma, esta é uma excelente prática devocional”, acrescentou.
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Um dos cadernos usados por Don para escrever o Novo Testamento. (Foto: Reprodução/Instagram/Don Ashley)
Don explicou que não escreveu o Novo Testamento pensando em deixar um legado para a família, mas como uma prática devocional entre ele e Deus.
“Não tive a intenção de fazer isso para deixar como um legado familiar. É apenas uma prática devocional entre Deus e eu, para fortalecer o nosso relacionamento”, afirmou ele.
Ao terminar o projeto, ele comparou a sensação à de alguém que acaba de assistir a uma série e se pergunta: “O que eu faço agora?”. No dia seguinte, começou a escrever o livro de Salmos à mão.
“Tenho certeza que vivenciei os Salmos de uma nova maneira, porque isso envolve meu corpo de uma forma que eu não fazia antes. E o salmista fala sobre todas as emoções, do desespero à raiva e à alegria, e eu quero experimentar isso de um jeito novo. Espero que isso inspire mais alguém a fazer o mesmo”, concluiu.
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