Mais de 80 cristãos são mortos por terroristas ligados ao Estado Islâmico no Congo

Ataques atribuídos ao grupo terrorista ADF deixaram mais de 80 cristãos mortos no nordeste da República Democrática do Congo.

Fonte: Guiame, com informações do Barnabas AidAtualizado: terça-feira, 12 de maio de 2026 às 14:36
Ataque do Estado Islâmico contra comunidade cristã em Ituri, em 2021. (Captura de tela/ISCAP reprodução Barnabas Aid)
Ataque do Estado Islâmico contra comunidade cristã em Ituri, em 2021. (Captura de tela/ISCAP reprodução Barnabas Aid)

Mais de 80 cristãos foram assassinados em uma nova onda de violência no nordeste da República Democrática do Congo (RD Congo), em ataques atribuídos ao grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao Estado Islâmico.

As ações ocorreram em comunidades da província de North Kivu, uma das regiões mais afetadas pela perseguição e pelos conflitos armados no país.

No ataque mais violento, cerca de 60 cristãos teriam sido mortos por combatentes do Estado Islâmico da Província da África Central (ISCAP) durante uma ação ocorrida em 5 de maio, no território de Beni, região localizada entre as províncias de Kivu do Norte e Ituri.

Nos últimos meses, a propaganda do Estado Islâmico passou a utilizar o termo “combatentes” para se referir a cristãos que rejeitam a conversão ao Islã ou se recusam a aceitar a condição de dhimmi, status historicamente imposto a não muçulmanos submetidos ao domínio islâmico.

Na tradição islâmica clássica, aqueles que aceitavam essa condição eram obrigados a pagar a jizya, um imposto cobrado pelos conquistadores islâmicos.

‘Adoradores da cruz’

Em uma declaração divulgada em canais ligados ao Estado Islâmico (EI, ISIS, ISIL ou Daesh) nas redes sociais, o grupo afirmou:

“Que os adoradores da cruz saibam que não terão segurança, a menos que se submetam voluntariamente ou paguem a jizya em humilhação.”

Dois dias depois, um terceiro ataque em Beni deixou outros 15 cristãos mortos.

Já no domingo, 10 de maio, nove pessoas foram assassinadas e outras seis sequestradas na aldeia de Makumu, na província de Ituri.

Um relatório recente denunciou a “extensa brutalidade” praticada pelo ISCAP – anteriormente conhecido como Forças Democráticas Aliadas (ADF) –, incluindo massacres, trabalho forçado, tortura, abusos e violência sexual.

O ISCAP afirmou ter matado quase 1.000 cristãos no nordeste da República Democrática do Congo desde a intensificação de sua campanha de violência, em dezembro de 2024.

Até 60 cristãos foram mortos no território de Mambasa, na província de Ituri, em 1º de abril, após recusarem o que o ISCAP descreveu como uma “oferta generosa”.

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