Na ONU, especialistas denunciam aumento da perseguição contra cristãos na Europa

Cristãos têm enfrentado violência, processos judiciais e leis que afetam a liberdade religiosa em países europeus, conforme um relatório.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian PostAtualizado: terça-feira, 10 de março de 2026 às 20:03
Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. (Foto: Imagem ilustrativa/ONU/Elma Okic).
Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. (Foto: Imagem ilustrativa/ONU/Elma Okic).

Especialistas e diplomatas denunciaram na ONU o aumento da perseguição contra cristãos na Europa.

Na 61° sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, eles alertaram para o crescimento da violência e da pressão judicial contra a comunidade cristã nos países europeus, no dia 3 de fevereiro.

Anja Tang, diretora executiva do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa), afirmou que a organização registrou vários governos europeus mirando crentes “por meio de processos criminais por expressarem pacificamente suas crenças religiosas".

Tang citou o exemplo dos processos judiciais contra a deputado finlandesa Päivi Räsänen por citar os princípios bíblicos sobre casamento e sexualidade publicamente.

Mais de 2.200 crimes de ódio anticristão

O arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Igreja Católica nas Nações Unidas, afirmou que 2.211 crimes de ódio anticristão foram registrados na Europa em 2024, conforme um relatório do OIDAC.

Balestrero defendeu que os países têm a responsabilidade de proteger a liberdade religiosa e garantir que os cidadãos possam praticar sua fé sem interferência, acrescentando que quase 400 milhões de cristãos sofrem perseguição no mundo. Para ele, a impunidade tem sido o maior desafio no combate à perseguição religiosa.

Os especialistas relataram que os casos de ódio contra cristãos no continente europeu inclui violência física; processos judiciais; e leis que afetam a expressão religiosa nas escolas, afetam os direitos dos pais na educação dos filhos, e a autonomia das igrejas.

"Os cristãos não estão e não devem estar sozinhos", declarou Nazila Ghanea, Relatora Especial das Nações Unidas sobre Liberdade de Religião ou Crença, observando que os cristãos enfrentam diversas violações de direitos fundamentais.

Márk Aurél Érszegi, conselheiro especial para religião e diplomacia no Ministério das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, sugeriu a criação de programas de assistência para ajudar comunidades que enfrentam perseguição e deslocamento forçado por sua fé.

Ataques à igrejas

Segundo o Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa, a maioria dos ataques contra cristãos de 2024 aconteceram na França, seguido pelo Reino Unido, Alemanha e Espanha.

Um dos ataques mais brutais documentado foi o assassinato de um monge de 76 anos em um mosteiro na Espanha.

Incêndios criminosos contra igrejas e propriedades cristãs na Europa também cresceram. Houve 94 casos em 2024.

O maior número de ataques incendiários aconteceu na Alemanha, com 33 casos. No ano passado, líderes cristãos denunciaram o aumento do vandalismo e profanação de igrejas no país.

Além disso, houve 15 casos de vandalismo em templos envolvendo pichação de símbolos satânicos no continente europeu.

Conforme o relatório, é difícil identificar as razões dos crimes de ódio anticristão porque muitos dos criminosos não são detidos.

Dos casos em que foi possível verificar, os ataques foram motivados por ideologia islâmica radical, ideologia radical de esquerda, ideologia radical de direita e outros motivos políticos.

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