ONU alerta sobre violência sexual e casamento forçado contra cristãs na Nigéria

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou casos recorrentes de sequestro, conversão forçada e assassinato de meninas e mulheres.

Fonte: Guiame, com informações de International Christian ConcernAtualizado: terça-feira, 16 de junho de 2026 às 18:51
Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas).
Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas).

A ONU alertou sobre os recorrentes casos de violência contra mulheres e meninas cristãs devido à sua fé na Nigéria.

Em um comunicado divulgado em 8 de junho, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmou que há relatos confiáveis mostrando graves violações de direitos contra mulheres – principalmente cristãs e outras minorias religiosas.

Grupos extremistas islâmicos, como o Boko Haram e a Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), continuam ativos em partes do norte da Nigéria, de acordo com o documento.

Os especialistas da ONU afirmaram que as cristãs estão sofrendo violência recorrente, incluindo assassinato, sequestro em igrejas e escolas, abuso sexual, conversão forçada, casamento forçado e desaparecimento.

Segundo o comunicado, a situação é pior entre mulheres e meninas que se refugiam em campos de deslocados internos (IDP), onde enfrentam exploração e coerção em troca de comida, abrigo e necessidades essenciais.

Alguns deslocados chegam a esconder sua fé para evitar a perseguição em áreas controladas por grupos armados.

Perseguidas por extremistas

No documento, foi relatado o caso de uma menina de 13 anos sequestrada e submetida a casamento forçado e tentativas de conversão no Estado de Bauchi.

E também o caso de uma adolescente de 16 anos que sofreu ferimentos após resistir à um casamento forçado por pessoas armadas em sua comunidade.

A história da cristã Leah Sharibu, sequestrada em 2018 pelo Boko Haram, foi citada como exemplo de sequestros de meninas não resolvidos na Nigéria. Ela completou 8 anos em cativeiro após se recusar a negar Jesus.

Os especialistas ainda mencionaram Deborah Emmanuel, uma estudante cristã de 25 anos, que foi espancada e queimada até a morte por colegas de classe após uma falsa acusação de blasfêmia contra o Islã.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirmaram que a violência contra cristãs na Nigéria podem constituir violações do direito internacional dos direitos humanos, incluindo os direitos à vida, liberdade, segurança, liberdade religiosa ou de crença, e proteção contra tortura, escravidão e tráfico. 

Os especialistas apelaram às autoridades nigerianas que intensifiquem a segurança para mulheres e meninas, garantam a libertação das que estão em cativeiro, aumentem o atendimento psicossocial das vítimas e punam os criminosos.

A Nigéria ocupa o 7° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.

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