Igreja Presbiteriana Unida do Brasil aprova incluir LGBTs como membros e pastores

Após 3 anos de discussão, a denominação adotou uma teologia progressista e proibiu práticas chamadas de “cura gay” durante sua Assembleia Geral, na semana passada.

Fonte: Guiame, com informações de O Globo e Metrópoles Atualizado: sexta-feira, 24 de julho de 2026 às 13:32
Assembleia Geral da IPU onde a nova decisão foi tomada. (Foto: Reprodução/Instagram/ipuoficial).
Assembleia Geral da IPU onde a nova decisão foi tomada. (Foto: Reprodução/Instagram/ipuoficial).

A Igreja Presbiteriano Unida do Brasil (IPU) aprovou a inclusão de pessoas LGBT como membros e pastores de suas congregações.

A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral da denominação, realizada entre os dias 17 a 19 de julho, em Salvador, na Bahia.

A medida não alterou a doutrina da igreja nem impôs uma regra às suas sete congregações (presbitérios), mas estabeleceu a possibilidade de incluir homossexuais na membresia quanto na liderança pastoral.

Além disso, a Assembleia estabeleceu uma série de princípios que deverão ser seguidos pelas congregações, como a proibição de discursos de ódio e discriminação, qualquer forma de violência simbólica, espiritual ou psicológica contra pessoas homoafetiva e a proibição de práticas chamadas de “cura gay”.

A decisão acontece após a IPU ter criado uma Comissão Especial para Assuntos de Gênero em 2023, onde passou a discutir o tema.

A comissão reuniu integrantes da comunidade LGBT, representantes de congregações e pastores que já celebravam casamentos de pessoas homoafetivas.

Conforme a comissão, as discussões feitas durante três anos mostraram que há diferentes posições sobre a inclusão de homossexuais na igreja, algumas mais conservadoras e outras progressistas.

Com a nova medida, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil se alinha a teologia progressista adotada pela Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), que aceitou a homossexualidade e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A IPU também se junta à Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como denominações históricas inclusivas no país.

História da IPU

Igreja Presbiteriano Unida do Brasil se distancia da teologia conservadora seguida por outras denominações presbiterianas, como a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI) e a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (IPRB).

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi criada em 10 de setembro de 1978, com o nome de Federação Nacional de Igrejas Presbiterianas, por pastores e líderes que foram afastados da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) por defenderam visão ecumênica e a defesa do ministério feminino.

Em seu site, a IPU se descreve como “uma igreja reformada ecumênica e enfatiza o diálogo interreligioso como imperativo para a busca da paz e da harmonia para a humanidade”.

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